quinta-feira, 1 janeiro, 2026

Como engravidar após os 45 anos?

Hoje vamos falar sobre como engravidar após os 45 anos, afinal este é um tema cada vez mais questionado e abordado – a da maternidade depois dos 40!

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Oi Mamães e Papais! Tudo bem!? Hoje trouxemos um assunto sobre como engravidar após os 45 anos.

Muitas das nossas amigas, hoje com +40 anos, estão tentando uma 2ª ou 3ª gestação e outras ainda estão no início de sua 1ª jornada como mãe!

Já falamos em outros posts e é algo que todos têm acompanhado nas últimas décadas o crescente número de mulheres que optam por serem mães mais velhas.

Existem várias histórias e relatos de mulheres iniciando tratamentos de congelamento de óvulos e FIV. Outros relatos, como este em relação a decisão de NÃO querer congelar os óvulos, é outra perspectiva que vale a pena ler!

Porém, a busca por renomados profissionais de reprodução humana, como a Dra. Fernanda Imperial da Clínica VidaBemVinda, e nossa colunista que escreveu esse post, tem crescido exponencialmente.

Por outro lado, empresas incríveis como a Fertilid – que criou um autoexame com a missão de trazer mais autonomia para nós mulheres em relação a nossa saúde reprodutiva possibilitando um melhor planejamento familiar – estão entrando no mercado com muita força! Que bom!

Então, vamos agora para o post da Dra. Fê Imperial sobre como engravidar após os 45 anos!

Espero que gostem e se quiser compartilhar a sua jornada com a gente, deixa seu comentário lá no final da página!


Engravidar após os 40 anos não é uma tarefa fácil. Aos 45 anos, é muito difícil!

A mulher já nasce com um estoque de óvulos e vai diminuindo ao longo da vida. Ao nascer, as mulheres têm cerca de 2 milhões de óvulos.

Quando começam a menstruar, tem entre 300-500 mil óvulos. E próximo da menopausa, mil óvulos. E mais importante que a quantidade de óvulos aos 45 anos, é a qualidade dos óvulos.

A união de um ovulo com um espermatozoide forma um embrião. Aos 45 anos, dos embriões formados, apenas 10% têm o número de cromossomos normais, chamados embriões euploides.

Aos 47 anos, essa taxa é próxima a 0%.

Então, o que significa isso?

Que engravidar com óvulos próprios acima dessa idade é muito difícil. Claro que existem mulheres que conseguem engravidar e até espontaneamente. Mas é muito difícil porque a maior parte dos embriões são aneuploides – tem o número de cromossomos alterados.

E essas alterações são aleatórias e mais frequentes quanto maior a idade da mulher.

As mais frequentes são as trissomias do cromossomo 22, 16, 15, 21 (Síndrome de Down), 13 (Síndrome de Patau) e 18 (Síndrome de Edwards).

Uma opção para mulheres que desejam engravidar e que foi falada recentemente pela atriz Viviane Araújo, é a ovodoação, uma opção de tratamento dentro da Fertilização in vitro.

A ovodoação é quando uma mulher utiliza óvulos doados. Então, esses óvulos podem ser adquiridos de:

  • um banco de óvulos (nacional ou internacional),
  • doação compartilhada anônima (uma mulher que esteja fazendo o tratamento de fertilização in vitro ou preservação de fertilidade e que tenha as condições para ser doadora de óvulos)
  • ou óvulos de uma parente de até quarto grau, neste caso, não é doação anônima.

Essa possibilidade é recente, incluída na última Resolução do Conselho Federal de Medicina (2021) que tornou possível a ovodoação entre parentes desde que não incorra em consanguinidade.

Os óvulos são fertilizados com os espermatozoides do parceiro ou ainda com sêmen doado.

Em seguida, o embrião formado é transferido para o útero da receptora após preparo do endométrio, a camada interna do útero que recebe o embrião.

Até mulheres que estão na menopausa podem engravidar e receber um embrião, pois o endométrio responde a hormônios externos, diferente do ovário, que já não funciona mais na menopausa.

A carga genética será metade do espermatozoide utilizado, metade do óvulo utilizado.

Mas quem está gestando – a receptora, é capaz de modular o embrião que está se desenvolvendo no seu útero, por meio da epigenética.

Então, será um bebê gerado com muito amor, muitas trocas e vínculo mãe e bebê ímpar!


Por fim, se você gostou desse post, aproveite para ler também outros da Dra. Fe Imperial como: “Gestação Gemelar e a Reprodução Assistida” e “Como a alimentação equilibrada ajuda a manter a saúde íntima?”.


Este post do Just Real Moms foi cuidadosamente elaborado por um médico altamente qualificado, trazendo informações confiáveis e embasadas para você. Fique por dentro dos insights e conselhos de um verdadeiro especialista no assunto!
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Sobre a Dra. Fernanda Imperial (CRM 141.770 SP)

Instagram: @DraFernandaImperial

Mãe da Alice e da Lívia, Dra. Fernanda se formou pela faculdade de Medicina do ABC e fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela FMUSP.

Divide sua dupla jornada de trabalho entre maternidade e Reprodução Assistida, ajudando formar novas famílias, contando com sua experiência pessoal e profissional sobre infertilidade.

  • Faculdade de Medicina do ABC. Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
  • Especialização em Reprodução Humana no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Fez MBA de gestão de saúde pela Fundação Getúlio Vargas;
  • Fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CETRUS;
  • Possui Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) e Certificado de Atuação em Reprodução Assistida pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO);
  • É membro da Sociedade Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (SOGESP), da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE);
  • Atualmente, é médica da Clínica VidaBemVinda.

A informação disponível neste site não substitui o parecer de um médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde, à saúde dos seus filhos e familiares e aos seus tratamentos e medicamentos.

Crédito: Cortesia de Foto Phanatic

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