Os 4 pilares que sustentam o sono do bebê

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Sono11/05/16 By: Renata Soifer Kraiser
(1) Comentários

 

Olá, moms!

Tudo bem?

Nossa colunista Renata Soifer Kraiser, que também é psicóloga e autora do livro “O sono do meu bebê”, nos conta hoje sobre os 4 pilares que sustentam o sono do bebê. 

Sabemos que muitas vezes não é fácil regular nosso sono e também o sono dos nossos filhos!

Confiram o texto da Renata que nos explica bastante sobre o assunto!

 

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Olá, mamães!

Como todas sabem, dormir é algo extremamente importante para a saúde. E dormir bem depois que o bebê nasce é bem difícil…

Com isso, ficamos desgastadas e temos a tendência de fazer “qualquer negócio” para conseguir descansar um pouco.

Daí surgem os questionamentos do que é certo e do que é errado, das receitas milagrosas, e todo mundo se pergunta como de fato funciona o sono dos bebês. Para que os pais pudessem compreender melhor todo o processo, nas minhas consultas eu sempre divido em 4 os principais pilares que sustentam o sono, facilitando assim a compreensão.

São eles: Biológico, Comportamental, Emocional e Psicológico.

O primeiro pilar chamei de biológico pois tem a ver com o ritmo do relógio biológico que é regulado principalmente pelos horários de sono e alimentação. Tem a ver com a produção de melatonina que é hormônio indutor e mantenedor do sono e tem a ver com a diminuição do cortisol que é o hormônio do estresse. Existe uma gama maior de hormônios envolvidos no sono, mas de modo mais superficial, podemos nos ater a estes.

Quando não há rotina, ou quando alimentamos o bebê de forma irregular, este pilar fica frágil. Da mesma maneira, quando não há horário para dormir, quando não respeitamos as necessidades de sonecas durante o dia, quando “seguramos” o sono do bebê no fim do dia na esperança de facilitar o sono da noite, este pilar sofre com o aumento do estresse e consequentemente do cortisol.

Fortalecemos este pilar ao trabalhar com tudo o que favoreça a produção de melatonina, o relaxamento e o ritmo circadiano.

O segundo pilar chamei de comportamental pois tem a ver com a necessidade ou não de adormecer por meio de indução. Se o bebê precisa do peito/mamadeira para conseguir adormecer ou só dorme no carrinho, ou no colo ou qualquer elemento externo. Aqui temos uma questão comportamental.

Para que o pilar comportamental esteja forte, o bebê precisa conseguir conciliar o sono sozinho, sem nenhum tipo de indução.

O terceiro pilar chamei de emocional pois é a capacidade de ligar-se e desligar-se dos pais durante o sono. Esse movimento só é possível quando trabalhamos a certeza de que o sono é uma breve despedida, mas que a mamãe estará ali novamente quando o bebê acordar para continuar provendo as necessidades afetivas dele. Para que isso seja possível é muito importante olhar para a maneira como vínculo entre a mãe e o bebê acontecem. Existem vários tipos de vínculo possíveis, mas quando o vínculo se forma de maneira muito ansiosa, ou muito superficial, ou quando há questões que ameaçam a estabilidade do vínculo como e eminência de um divórcio entre os pais, ou ainda o nascimento de um irmão, essas questões precisam ser analisadas e trabalhadas para que este pilar possa ser fortalecido.

O quarto e último pilar chamei de psicológico. É todo o cenário onde a criança está inserida. Questões familiares, depressão pós-parto, medos e traumas de infância dos pais, conflitos sobre a volta ao trabalho, tudo isso interfere diretamente não apenas no sono dos adultos, mas no sono do bebê também. Dificuldades em separar a fantasia da realidade como o medo da morte do bebê, medo de não ser uma mãe boa o suficiente, medo de traumatizar o bebê ao impor limites e diversos temores entram neste pilar. A culpa inerente a maternidade também pode e deve ser trabalhada quando pensamos este quarto aspecto do sono do bebê. É impossível pensar o sono do ser humano de forma completa sem considerar os aspectos psicológicos que estão envolvidos neste processo.

Outras questões mais complexas como psicoses infantis, autismo, ou qualquer transtorno psíquico dos pais como transtorno bipolar, depressão maior, transtorno de ansiedade generalizada, só para citar os mais comuns, também precisam ser identificados e trabalhados se for o caso.

Desta maneira, é muito importante que o psicólogo e/ou psiquiatra devidamente habilitado consiga observar também estes aspectos que formam o quarto pilar do sono do bebê, para então trabalhar de forma adequada.

Quando for pensar em sono do bebê, lembre-se dos 4 pilares!

Um grande abraço!

Renata Soifer Kraiser

 

Renata Soifer Kraiser é psicóloga e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Autora do livro “O sono do meu bebê”, ed.CMS, fruto de seu mestrado sobre este tema.

Para conhecerem melhor o trabalho da Renata, acessem: www.terapeuta.psc.br.

Telefone: 11-3031-4043

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1 Comentário:Os 4 pilares que sustentam o sono do bebê
  1. Avatar
    Ana Paula

    Mto legal, o meu rapazinho agora já esta com 6 meses e dorme a noite toda desde os 2 meses de idade, só teve o sono mto agitado e acordou e estranhou quando mudamos totalmente a rotina, em dois finais de semana que viajamos e que mudamos o ambiente em que ele dormiu. Foi estressante pra ele, mas assim que retornamos ao ambiente normal dele, dormiu tranquilamente a noite. Ele às vezes até acorda na madrugada, mas não me demanda, fica lá na dele com os brinquedos. Meu sono é mto leve então eu acordo e o observo pela baba eletronica.

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