DE MÃE PARA MÃE

Só eu sei – por Priscila Rocha Leite

Por: 

 

 

Já escrevi para Vocês antes sobre o fato de a maternidade nos ligar a todas as outras mães do mundo, por mais diferentes que sejam de nós. Independente de cor, raça, religião, etnia, estamos todas no mesmo barco: aquele que navega no temperamental mar da maternidade.

 

Por outro lado, hoje tive uma sensação paradoxal a esta verdade: senti que o meu sentimento pelo meu filho não é igual ao de ninguém mais. Explico melhor. Ainda que ser mãe me una a todas as outras mulheres com filhos no mundo, só eu amo do MEU jeito o MEU filho. Não há ligação igual. Nem parecida. Ninguém no mundo, nem o pai do meu filho, entende o que se passa na minha cabeça e, principalmente, no meu coração, quando se trata do que sinto pela cria.

 

Meu filho mais velho passou por uma cirurgia. Não, nada de grave, mas sempre há aquela tensão do pré-operatório, da anestesia geral, do tempo em que Você tem que se separar para que alguém o corte e mexa dentro daquele corpinho lindo, do pós-operatório, da recuperação…

 

O que se passa dentro de nós nesta hora? Um grande vazio? Ou tudo tanto que até transborda? Os dois estados, alternada e loucamente?

 

É amor, é medo, é culpa, é preocupação, é ansiedade, é esperança, é fé. É tudo junto.

 

Por mais que todas as outras mães em situações similares sintam coisas parecidas, o que eu sinto pelo meu filhinho… É só meu. Só eu sei que se ele respira mais fundo se está dormindo bem. Só eu sei que ele pisca muito rápido se está com sono. Só eu sei que mesmo numa sala de recuperação pós-cirúrgica eu ainda posso pensar num motivo para me criticar (por que não aproveitei o ensejo para tirar aquela pinta com formato estranho que só ele tem na nuca?). Só eu sei que quando ele vai chorar o lábio inferior como que “incha”.

 

Esta ligação, este saber do outro mais do que se sabe de si mesmo é a coisa mais sublime e mais intensa pela qual uma mulher pode passar.

 

Somos todas mães. Mas somos as únicas mães dos nossos próprios filhos.

 

Tão iguais. Tão singulares.

 

Hugs to all.

 

 

 

Priscila Rocha Leite é colunista do Just Real Moms e escreve aqui toda terça-feira. Para ler (ou reler) o post #12 da Pri, cliquem AQUI.

 

 

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    Respostas de 4

    1. Falou tudo!!!! “O que eu sinto pelo meu filhinho…é só meu!!” Sei exatamente o que você está falando! Amei! Parabéns pelo lindo texto! Beijos

    2. Obrigada meninas. Hoje eu estou com o coração batendo fora do corpo. Fico feliz de sermos iguais e únicas, ao mesmo tempo.

    3. Muito perfeito!! Amei o texto….é bem por ai..nosso marido, pai do nosso filho nunca vai entender o q sentimos, pq estamos chorando mesmo sem motivo…é um turbilhão de sentimentos e emoções!
      Bjs

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