Saber-se importante – por Carolina Toledo

De Mãe para Mãe - Somos todas iguais12/12/18 By: Ana Lú Gerodetti
(1) Comentários

 

Oie, moms!

Como estão?

Quem nos acompanha aqui no blog, sabe que temos um espaço reservado para os textos das nossas leitoras.

No post de hoje, quem nos escreveu foi a Carolina Toledo – autora do texto “Você consegue observar as verdadeiras habilidades do seu filho na primeira infância?“, que é administradora de empresas por formação, mas decidiu deixar o mundo corporativo para cuidar de suas filhas (hoje com 5 e 3 anos). Há um ano e meio, ela está na área de educação, cursando pedagogia e trabalhando em uma escola na educação infantil por meio período.

Hoje, a Carol fala sobre um dos maiores desafios da maternidade: a educação em casa. Ela também conta como algumas crianças chegam na escola com demandas educacionais que deveriam ter sido preenchidas em casa, fala sobre a estrutura de um lar com pequenos e como o redor pode afetar os filhos.

Confiram!

 

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Se saber importante - por Carolina Toledo

 

Eles ainda são tão pequenos, e já trazem para sala de aula o peso da vida que levam. A menina cujos os pais se separaram, e que não souberam ainda como coordenar a rotina da filha. Que come mal, que é insegura para fazer as atividades da escola, que é carente com as amizades e desaba no choro porque uma amiga não se sentou do seu lado. Ou o menino cuja a mãe é permissiva demais, porque não tem tempo, e anda batendo em todos os amigos e acabou ficando com a escola a tarefa de ensinar que isso não é legal. Ou a que trocou de babá, sente saudade e testa todos os limites na tentativa de trazer a antiga babá de volta.

Olhando nossos filhos isoladamente, nem sempre fica claro o impacto que temos em suas vidas. Mas quando observamos grupos com crianças da mesma idade, é incrível como o impacto do contexto familiar nas atitudes das crianças aparece.

Estudos com gêmeos univitelinos relevaram que 50% do que somos vêm da genética e que os outros 50% viriam do contexto social em que estamos inseridos. Ouvi este dado quando minha primeira filha ainda era bebê e desde então tive a certeza do tamanho da minha responsabilidade. Especialmente na primeira infância, onde a personalidade e o caráter estão se formando, é preciso ter consciência e lembrar sempre do impacto que nossas atitudes podem causar nesses pequenos seres tão lindos e cheios de amor.

O menino não bate porque nasceu assim. Talvez a vontade de bater venha disso, mas cabe aos pais e, em segunda instância a escola, lhe ensinar que não está certo bater. Cabe a nós mostrar o caminho da sociabilidade. Do que é certo e adequado. Os estudos podem variar, e os percentuais também, mas nada mudará o fato de estarmos aqui há mais tempo, e termos sim a responsabilidade de apresentar às crianças como as coisas funcionam, ou deveriam funcionar.

Mas no meio de tantas tarefas e obrigações é preciso lembrar também que mãe perfeita não existe. Porque o mundo em si não é perfeito, e as circunstâncias muitas vezes nos atropelam. O que existe são muitas formas diferentes e bem particulares para se ser uma boa mãe. E eu conheço tantas! Que trabalham, que ficam em casa, que estão casadas, que se separaram, que amam a função, ou que sentem e declaram o peso de sua responsabilidade. Mas que têm em comum a consciência de sua importância e o amor incondicional pelas suas crias. Talvez essa seja a grande questão: ter consciência da importância da educação em casa.

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1 Comentário:Saber-se importante – por Carolina Toledo
  1. Avatar
    Marcelo

    Adorei!

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