Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim

De Mãe para Mãe - Desenvolvimento - Educação - Escola - Psicologia - Relacionamentos01/04/19 By: Renata Pires
(4) Comentários

Olá,

Graças às redes sociais, encontramos textos fantásticos e que muitas vezes nos identificamos na internet. Foi o caso do texto que será publicado hoje por aqui. A educadora Rosely Sayão, postou em sua página um artigo publicado pelo site Psicologia do Brasil, escrito por Ana Saéns de Miera que achei incrível!

Hoje em dia, queremos que nossos filhos saibam tudo: de falar inglês, espanhol, a saber montar à cavalo, a dançar ballet, lutar judô, fazer circo, falar mandarim… Mas como fica a parte emocional, a educacão propriamente dita, a compaixão e a empatia?

O título “Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim” me chamou bastante atenção e o conteúdo expõe exatamente o que penso.

Espero que gostem e que reflitam sobre a realidade dos dias de hoje.

Mil Bjss

 

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Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim - Just Real Moms

 

“Desde que sou mãe tenho recebido todo tipo de conselhos sobre o que é o mais importante que nossas filhas devem aprender para ter êxito na vida. Programação. Inglês. Xadrez. Ballet. Mandarim. Oratória. Matemática. Esportes em equipe. Música. Artes marciais.

Estou grávida da minha terceira filha; já no sétimo mês e com um ventre notório. E cada vez que subo ao metrô para voltar para casa do trabalho, com o vagão lotado, observo como as pessoas, a o me verem entrar, viram a cabeça para o outro lado. Ou melhor, viram a cabeça para seu Smartphone para evitar ver a uma grávida a um metro de distância a quem sabem que deveriam oferecer o lugar. São muito poucas as pessoas que me olham nos olhos e se levantam para deixar-me seu assento. Não sei se sabem mandarim, programação ou são boas em matemática. Mas todas elas têm algo em comum: empatia. Empatia tal que te move e te leva a fazer algo pelo outro. Empatia em ação.

Essa é a empatia que move às pessoas a fazer coisas pelos outros. A construir um paritorio* em Camerum, a doar seu tempo e esforço por uma causa em comum. A que move a um jovem a montar uma iniciativa social em sua escola.

Mas não é apenas isso. A empatia em ação, ao contrário do que se pensa, não só é boa porque ajuda os demais. A empatia é essencial para ter êxito pessoal. A empatia é a que faz que uma pessoa trabalhe bem em equipe, que seja um bom líder, que uma empresa enfoque seu serviço às verdadeiras necessidades do cliente, ou que um jovem saiba como atuar em uma entrevista de trabalho.

A empatia não surge só quando a gente olha ao nosso entorno. A empatia nos faz olhar de outra maneira ao nosso entorno, fixando nas necessidades e preparando a ação.

De nada serve que alguém seja um bom orador, se não é capaz de se dar conta que o que está comunicando não interessa. A empatia em ação nos leva a inovar e nos faz mais pragmáticos e exitosos. Mais felizes. E ademais, ajuda que o mundo seja melhor.

 

Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim - Just Real Moms

 

A boa notícia é que a empatia se pode aprender e praticar. Existem empreendedores sociais, como a canadense Mary Gordon, que já estão impulsionando a empatia em escolas há quase 20 anos e demonstrando com resultados tangíveis os benefícios objetivos da empatia.

Mas não é necessário ir tão longe. Existem colégios na Espanha em que estão trabalhando a empatia em ação com seus alunos e conseguindo resultados excelentes. Neste curso, pela primeira vez, as crianças do Ensino Fundamental em Canarias terão a sorte de cursar a matéria – obrigatória e avaliativa – “Educação Emocional e para a Criatividade”, onde duas vezes por semana trabalharão a empatia e outras emoções.

Hoje em dia este tipo de indicadores não computa nos rankings dos top 100 colégios da Espanha, que desgraçadamente seguem centrados nos resultados acadêmicos. Mas se todos nos concernirmos da sua importância – como um dia aconteceu cm a alfabetização – e empeçarmos a demandá-lo e a praticá-lo, as coisas mudarão.

Eu quero que minhas filhas aprendam empatia. Para que não virem a cabeça para o outro lado. Para que sejam pessoas ativas às que sim importa o que acontece ali fora, e se movimentem por isto. Para que tenham êxito pessoal e profissional. E para que quando forem à China, sejam capazes de entender aos moradores locais com apenas um olhar nos seus olhos.”

 

Das crianças quem tem trabalhado empatia em salas de alua: 78% têm incrementado sua atitude e conduta de ajuda aos demais; 74% têm “aceitado” melhor seus colegas; 71% têm aprendido a avaliar as situações com perspectiva; 39% têm diminuído sua agressividade em aula com os demais alunos.

*salas de parto e maternidade.

 

 

Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim - Just Real Moms

 

Escrito por Ana Saéns de Miera

Traduzido por Valentina Rico – Psicologia do Brasil

Texto original “Por qué quiero que mis hijas aprendan empatía en vez de chino” publicado por www.forbes.es

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4 Comentários:Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim
  1. Avatar
    neusa aparecida de oliveira

    Goste muito do texto, também acredito na empatia e que ela pode ser aprendida. Hoje algumas escolas do Estado de São paulo já tem essa disciplina com o nome Educação Emocional.

    • Avatar
      Maria Camargo

      É só isso que importa na vida: o resto é resto.

  2. Avatar
    Mariane Mara

    Sem comentários!!! Faltariam palavras para descrever aquilo que lemos!!!! PARABÉNS,!!

  3. Avatar
    maria carvalho miranda

    Exceente texto!

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