10 situações que podem parecer birra, mas não são

De Mãe para Mãe - Psicologia03/09/18 By: Ana Lú Gerodetti
(1) Comentários

 

Oie, meninas!

Tudo bem?

Uma das coisas que mais tira as mães do sério é a birra… Mas existem situações que, apesar de parecer que os pequenos só estão fazendo manha, é algo muito além disso.

Confiram!

 


 

10 situações que podem parecer birra, mas não são

 

1. Não controlar impulsos 

Você diz ao seu filho “não jogue isso!” e ele joga mesmo assim? Pesquisas apontam que as regiões cerebrais envolvidas no autocontrole não amadurecem completamente até o final da adolescência, por isso o processo do autocontrole pode ser mais lento.

Uma pesquisa recente revelou que muitos pais acreditam que as crianças podem fazer coisas mais cedo do que elas realmente podem. Um exemplo é que 56% dos pais acreditam que as crianças com menos de 3 anos são capazes de resistir ao desejo de fazer algo proibido, embora a grande maioria das crianças não domine essa habilidade até os quatro anos (Zero to Three, 2016).

 

2. Superestimulação 

Aulas de futebol, passeio no parque, inglês e todas as outras coisas que estimulamos nossos filhos a fazerem. Será que eles precisam mesmo de tudo isso? Horários apertados, superestimulação e exaustão são parte da realidade moderna, mas isso precisa ser repensado. Kim John Payne, autor de Simplicity Parenting, pontua que as crianças estão sobrecarregadas de atividades, brinquedos, escolhas etc., e isso acaba gerando muito estresse para eles. Ele afirma que as crianças precisam de muito “tempo de inatividade” para equilibrar o seu “tempo útil” (Payne, 2010).

 

3. Reações a determinados fatores

Você já ficou irritada por estar faminta ou totalmente irritada por ter dormido poucas horas? As crianças são afetadas dez vezes mais quando estão cansadas, com fome, sede, pelo excesso de açúcar ou doentes. A capacidade de controle emocional e comportamental das crianças é reduzida em até 10 vezes quando estão cansadas. É comum que os pequenos tenham algumas mudanças no comportamento antes de refeições ou quando estão com sono, mas, ao contrário dos adultos, eles não conseguem resolver tudo isso pegando uma bolacha ou tomando algum remédio, por isso acaba parecendo que eles estão fazendo birra.

 

4. Expressão de fortes sentimentos

Como adultos, conseguimos conter ou expressar de forma tranquila as nossas emoções mais fortes, mas as crianças não ainda não possuem esse autocontrole. Por isso a educadora infantil Janet Lansbury sugere que os pais “deixem que os pequenos expressem seus sentimentos” não reagindo ou punindo as crianças quando expressam essas emoções.

 

5. Necessidade de se movimentar

“Fique sentado”, “pare de perseguir seu irmão em volta da mesa!”, “pare de brincar de espadas com esses pedaços de papelão!”, “pare de pular no sofá!”. As crianças precisam de movimentar. Elas precisam passar um tempo fora de casa, andar de bicicleta, correr, cair, balançar, saltar de lugares e correr ao redor das coisas. Em vez de pedir que parem quando eles estão cheias de energia, você pode tentar organizar uma ida rápida ao parquinho ou passar um tempo na rua.

 

6. Necessidade de ser independente 

O modelo de Erik Erikson (1963) mostra que as crianças tentam fazer as coisas por si mesmas e, quando são pré-escolares, executam seus próprios planos. Mesmo que seja irritante quando uma criança escolhe tomates verdes, corte seu próprio cabelo ou faça uma cabaninha com 8 lençóis limpinhos, eles só estão fazendo o que deveriam: realizar seus próprios planos, por conta própria, tomando suas próprias decisões e tornando-se independentes.

 

7. O outro lado 

Todos nós podemos passar por isso! Talvez estejamos concentrados em algo, mas não podemos continuar fazendo aquilo com muita facilidade. Talvez sejamos intuitivos e sensíveis, mas adquirimos o humor negativo de outras pessoas como se fossemos uma esponja. As crianças são semelhantes: elas podem ser guiadas na escola, mas têm dificuldade em lidar quando se confundem (por exemplo, gritar ao cometer um erro). Elas podem ser cautelosas e seguras, mas resistentes a novas atividades. Elas podem viver no momento, mas não são organizadas ainda.

 

8. Necessidade de brincar

Seu filho passa iogurte no rosto, quer que você corra atrás dele quando está tentando escovar os dentes, ou coloca os seus sapatos em vez dos dele quando está atrasado para ir à escola? Alguns dos comportamentos aparentemente “maus” dos filhos são o que John Gottman chama de “táticas” para que você brinque com eles. As crianças adoram ser pestinhas. Elas amam a conexão que vem do riso compartilhado e amam os elementos de novidade, surpresa e emoção. A brincadeira muitas vezes pode atrapalhar os outros afazeres do dia de uma criança, mas é necessário que elas vivam essa experiência.

 

9. Reação ao humor dos pais

Vários estudos sobre o contágio emocional apontam que leva apenas alguns segundos para que emoções como entusiasmo, alegria, tristeza, medo e raiva, passem de pessoa para pessoa – e isso geralmente ocorre sem que ninguém perceba (Goleman, 1991), Hatfield et al., 2014). Com as crianças não é diferente! Elas são diretamente influenciadas pelo humor dos seus pais. Se eles são estressados, frustrados ou distraídos, os pequenos absorverão estes humores. O mesmo acontece com os sentimentos bons.

 

10. Limites

Hoje, você dá um doce para o seu filho antes do jantar. No dia seguinte, você diz que não e ele grita ou faz manha. Uma noite você lê alguns livros, mas na outra você diz que só tem tempo para ler um, então ele implora por mais. Quando os pais são incoerentes com os limites, acabam desencadeando a frustração das crianças, que logo começam a choramingar ou gritar. Assim como os adultos, as crianças precisam saber esperar.

 

FONTE: Psychology Today

 

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1 Comentário:10 situações que podem parecer birra, mas não são
  1. Avatar
    Deuzeni Alves

    Muito boa a matéria, me ajudou. obgd

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