Surto de sarampo e vacinação – por Dr. Jairo Len

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Saúde da Criança31/07/18 By: Ana Lú Gerodetti
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Olá, moms!

No texto de hoje, o nosso colunista e pediatra, Dr. Jairo Len (Clínica Len), fala sobre um assunto que tem deixado muitas mães de cabelos em pé: o risco de um surto de sarampo no Brasil.

Confiram!

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Surto de sarampo e vacinação 

Surto de sarampo e vacinação - por Dr. Jairo Len

 

Como a maioria sabe, existe um risco de um surto de sarampo no Brasil, parte deste continente que, em 2006, foi declarado “livre de sarampo”. Seriamos livres de sarampo e outras mazelas se os governos sul-americanos tivessem um mínimo de seriedade…

De qualquer forma, o risco de sarampo está por aí.
Alguns fatores são importantes para o surto: a má cobertura vacinal no Brasil, por conta dos programas mal-feitos do governo, de pais e mães que não vacinam seus filhos, e no caso atual por conta do fluxo de imigrantes venezuelanos, fugindo do seu país, entrando no Brasil.

O sarampo não é uma doença viral benigna, porque tem risco de complicações. O índice de mortalidade é de 1:1000, devido à encefalite pelo sarampo.

O quadro clínico pode aparecer até 12 dias após o contato com a doença, e é caracterizado por: febre alta, manchas pelo corpo todo e dentro da boca, coriza, dores no corpo.

VACINAÇÃO

Consideramos PROTEGIDA  por toda a vida a criança que tomou DUAS DOSES da vacina a partir dos 12 meses de idade.

Em geral usamos a tríplice ou quádrupla viral: a SCR/MMR – sarampo, caxumba e rubéola – ou a MMRV, com catapora.

Todas as crianças com a vacinação em dia recebem as doses com: 12 meses e entre 15 e 20 meses.

Estão protegidas para a vida toda.
Os que já tomaram a primeira dose com 12 meses estão protegidos até o reforço.

O governo vacina nos postos de saúde aos 12 meses e 15 meses.

ADULTOS

Adultos que não sabem seu status vacinal (quantas doses recebeu) podem tomar, sem qualquer problema, uma dose de reforço. Todas as clínicas particulares e postos de saúde vacinam.

IMPORTANTE

Se todas as crianças e adultos estiverem vacinados, o risco de epidemia em nosso meio é muito baixo. Os menores de 12 meses (que ainda não receberam a primeira dose) estarão protegidos se pais, irmãos, avós e cuidadores estiverem vacinados.

VACINEM SEUS FILHOS

O mesmo vale para todas as outras doenças emergentes, como a poliomielite, a coqueluche, entre outras. São doenças extremamente importantes que podem ser evitadas com vacinas seguras e eficazes.

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