Como ajudar a promover a autoestima das crianças? – por Carla Poppa, psicóloga

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas27/11/13 By: Carla Poppa
(12) Comentários

 

Oi, meninas!

 

Hoje quem escreve é nossa colunista psicóloga Carla Poppa. Vejam que texto maravilhoso! Leitura obrigatória para todas as mães!

 

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Alguns cuidados que ajudam a promover a autoestima das crianças!

 

Uma criança com autoestima é capaz de aceitar e gostar das características que reconhece em si mesma. Essa é uma sensação que a acompanha nas suas experiências e a ajuda a se relacionar com as pessoas ao seu redor em uma posição de igualdade, de onde é possível agir com espontaneidade. A autoestima, então, preserva a espontaneidade da criança, o que permite que ela cresça capaz de fazer boas escolhas e de se expressar de maneira singular sem receio de não ser aceita ou de não estar à altura das outras pessoas. Por isso, é tão importante que os pais possam promover a autoestima dos seus filhos, já que é por esse caminho que as crianças podem continuar crescendo e se desenvolvendo.

 

 

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Muitos pais sabem e entendem que a autoestima da criança é promovida quando ela se sente aceita e amada na relação com eles e com as outras pessoas que fazem parte do seu convívio. Esse cuidado permite que aos poucos a criança possa assimilar essa sensação. No entanto, no dia a dia, nem sempre é tão fácil expressar o amor que se sente pelo filho de modo que ele se sinta aceito da maneira como é e goste do que percebe em si mesmo. Isso porque, muitas vezes, algumas crenças ou até mesmo valores dos pais podem interferir na possibilidade da criança reconhecer e usufruir do amor que lhe é dedicado e desenvolver suas habilidades para que se sinta capaz e orgulhosa das suas conquistas.

 

Por exemplo, mesmo que os pais não tenham dúvidas a respeito do amor que sentem pelos seus filhos, quando são guiados por crenças como: a criança precisa obedecer sem questionar, ou uma criança educada não sente raiva, é possível que sintam a necessidade de impor castigos muito severos ou que apresentem reações muito intensas diante dos conflitos do dia a dia, como gritos ou até mesmo o desprezo pela criança quando ela age de uma maneira que não corresponde com as suas crenças. Esse contexto pode levar a criança a viver a experiência do amor condicional, o que significa que ela sente e passa a acreditar que dependendo da maneira como se comportar, corre o risco de perder o amor dos seus pais. Ou seja, as crenças dos pais nesses casos, podem obstruir a troca de afeto e amor tão essencial para a promoção da autoestima da criança.

 

 

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Outro exemplo bastante comum de uma crença que pode prejudicar a promoção da autoestima da criança é a ideia de que uma boa mãe é aquela que está sempre disponível para atender prontamente o que a criança precisa. Muitas mães e pais expressam essa crença e agem o mais rápido possível sempre que solicitados pelos seus filhos para não se sentirem culpados. É comum também observar essa crença nas avós que ficam responsáveis pelos cuidados da criança quando os pais estão trabalhando.  Nesses casos, é importante reconhecer que durante os primeiros meses de vida, o bebê precisa mesmo ser atendido sempre que expressa uma necessidade. No entanto, conforme ele se desenvolve e começa a ser capaz de entender o que está acontecendo ao seu redor e tem novas habilidades que inclusive, lhe permitem buscar o que precisa por conta própria, esse senso de urgência da mãe, do pai, ou dos avós não só perde o sentido como passa a privar o bebê e a criança de desenvolver e treinar suas habilidades. Por isso, a crença de que cuidar bem significa estar sempre presente e disponível pode dificultar e atrasar o desenvolvimento das habilidades da criança, desde a fala até a capacidade de correr, pular, ou mesmo a capacidade de cuidar de si mesma que é sustentada por habilidades como conseguir vestir a própria roupa e amarrar o sapato, por exemplo. É nesse sentido que se costuma afirmar que superproteção também pode prejudicar a autoestima da criança, já que a criança que não encontra espaço para desenvolver suas habilidades, não pode se sentir satisfeita com as suas conquistas.

 

 

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Quando os pais se dão conta das crenças e comportamentos que reproduzem muitas vezes sem perceber e conseguem ficar mais abertos e menos críticos em relação ao jeito de ser da criança, eles podem usufruir melhor da companhia do seu filho. A criança, por sua vez, recebe o afeto dos seus pais sem interferência desses censores que muitos pais carregam dentro de si. A possibilidade de a criança agir de maneira espontânea e se divertir na companhia dos seus pais ou das pessoas ao seu redor proporciona a ela a experiência de se sentir aceita do jeito que é. Além disso, quando encontra espaço para desenvolver suas habilidades e estas podem ser reconhecidas e confirmadas pelas pessoas ao seu redor, a criança não só percebe que pode aceitar quem ela é como também começa a gostar do que percebe em si mesma.

 

Por isso, vale a pena parar para refletir se existem valores ou crenças que não apresentam um sentido pessoal e que são reproduzidos de maneira automática na relação com seu filho. Se for o caso, é importante trocar experiências com outras pessoas e buscar novas referências para que essas crenças não interfiram no desenvolvimento da autoestima do seu filho!

 

 

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12 Comentários:Como ajudar a promover a autoestima das crianças? – por Carla Poppa, psicóloga
  1. Avatar
    Simara Carbone

    Muito bom ! Adorei o tipo de abordagem !
    Abç

    Simara Carbone

    • Avatar
      Juliana

      OI Simara, que bom que esse texto te ajudou! Obrigada pelo carinho. Beijos

  2. Avatar
    Alessandra

    Olá!

    Muito interessante o texto. Hj consigo perceber um adulto que não foi mto elogiado na infância, eles sofrem principalmente em um ambiente de trabalho.

    Gostaria de pedir a ajuda da Ju e da Dra. Carla… Tenho um sobrinho que irá completar 06 Meses essa semana… Acontece que ele só fica feliz se “estimulado”, ou seja, ele não consegue ficar quieto entretido com seus pézinhos ou móbili por mais de 2 Minutos… Você tem que bater palminhas com ele por 1 min., tem que fazer “gangorrinha” por mais 1 min., tem que andar por 2 min., tem que voltar com as palminhas e assim vai… Se vc pára ele chora… Nunca parou para assistir um DVD, ou fica sozinho no berço… A casa é bem agitada e sempre tem alguém para distrai-lo, mas é MUITO cansativo. Fico imaginando daqui para frente…
    Como podemos reverter essa situação? É personalidade da criança?

    Um Beijo! Adoro o Blog.

    • Avatar
      Juliana

      OI Ale, vou pedir para a Carla Poppa responder essa questão para vc ok? Mil beijos

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    MURIEL DIAS LEÃES

    Amei o texto, tudo a ver com o que passamos no dia-a-dia. Logo que minha filha nasceu, morávamos eu o pai dela e ela, então sempre estimulamos ela a fazer algumas pequenas atividades sozinha, para ela não ser tão dependente dos pais, vamos continuar assim, que bom saber que estamos no caminho certo.
    Obrigada!

  4. Avatar
    Guilherme

    Muito bom…

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    Paula Nogueira

    muito interessante!

  6. Avatar
    Vera Furquim

    Bom dia! Gostei muito da matéria, pois sou muito superprotetora, tanto dos filhos(já adultos ) quanto dos netos. Tento me controlar mas quando vejo , já estou repetindo o mesmo modo de agir.

    • Avatar
      Juliana

      Oi Vera, sou igual!!! Por isso é bom vermos textos como esse para nos auxiliar… bjs

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    dayana c ferreira

    so tenho a agradecer a DEUS por minha filha e meu filho. Em meio a tantos problemas e decepcoes eles me fazem sorrir e acreditar q podemos viver em um dia melhor

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    Monique

    Fico pensando que dar autonomia é algo importante para a criança, porém para minha filha hoje com 2 anos, apesar de que acho muito cedo…
    Gostaria de ter a opinião da psicóloga – especialista sobre meu dilema recente!
    A babá que a cuida desde que nasceu vai sair e está difícil encontrar outra, sempre pensei em colocá-la em horário integral numa escola, mas eu e meu marido temos medo de ficar cansativo para ela, dela perder a referência de casa, família…
    Ela é muito apegada a nós e às coisas dela, o que faço?

  9. Avatar
    Regina Celia

    Gostei muito. Um alerta importante para os pais que não percebem atitudes impróprias que implicam no desenvolvimento dos filhos.

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