Quarto compartilhado entre irmãos: Quais são os prós e contras?

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Sono16/03/16 By: Renata Soifer Kraiser
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Olá, moms!

Tudo bem?

O texto de hoje foi preparado pela Renata Soifer Kraiser, que é psicóloga e autora do livro “O sono do meu bebê”. Ela já escreveu outros textos muito legais aqui para o blog, recomendo a leitura!

Hoje vamos falar sobre quarto compartilhado entre irmãos: quais são os prós e contras? Muitas vezes, dividir o quarto pode ser uma boa ideia para promover a convivência entre irmãos, mas também existem alguns aspectos a serem pensados. Confiram o texto escrito pela Renata, vale a reflexão!

Beijos!

 

Quarto compartilhado entre irmãos - quais são os prós e contras? - Por Renata Soifer Kraiser

 

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Hoje vamos falar de um assunto muito interessante que é o quarto compartilhado entre irmãos.

É bem frequente as mães virem conversar comigo sobre a decisão de colocar ou não os filhos para dormirem juntos. Nesses bate-papos costumamos levantar os prós e contras dessa questão e resolvi dividir isso com vocês.

Compartilhar o quarto com um irmão pode ser maravilhoso. A proximidade aumenta, as conversas são mais frequentes e as crianças aprendem a conviver com diferenças como gostos, hábitos e formas de organização. O respeito deve ser um exercício diário.

Existe uma crença popular que diz: “apenas irmãos do mesmo sexo podem dividir o mesmo quarto!”. A meu ver isso é bobagem. O que devemos levar em consideração é como as crianças vão conviver com este fato.

Se o espaço da casa é reduzido e não existe opção, então conviver é uma necessidade que deve ser transformada em algo agradável e prazeroso. É importante que cada um tenha a sua própria cama e um cantinho mais particular onde possa expressar sua identidade e gostos. Os brinquedos também podem ser divididos de modo que cada um tenha o seu espaço para guardá-los, podendo organizá-los da maneira como lhes faz mais sentido.

Tolerância, paciência, respeito e diálogo precisam ser buscados. Para quem dispõe de mais espaço na casa e opta por colocar cada filho em um quarto diferente, também há vantagens. Se as crianças não se dão bem e se estressam com frequência, poder se afastar, descansar e refletir em seu cantinho é benéfico. Algumas crianças sofrem muito com ciúmes, e a competição constante entre irmãos pode ser desgastante.

Quando a diferença de idade é grande e os interesses muito distintos, estar em quartos separados também pode ser melhor, como no caso de um adolescente que quer ouvir rock e conversar com os amigos e tem uma irmã que adora ouvir a música do Frozen mil vezes…

Mas, e quando temos dois filhos pequenos, ou gêmeos, e um acorda chorando a noite e o outro não? O que fazer?

Existe mesmo uma preocupação em relação ao sono do filho que dorme, como se o choro do irmão fosse torná-lo insone. Mas quando os irmãos compartilham o quarto, aprender a lidar com o choro, ruídos e o barulho do outro é um exercício necessário e inevitável. Os ouvidos e o nariz são os órgãos do sentido que permanecem “ligados” durante o sono para nos avisar caso alguma ameaça aconteça, como um bicho que se aproxima na floresta ou um incêndio.

Mas o mundo não é silêncio absoluto. Aos poucos, vamos aprendendo a separar os barulhos importantes daqueles que não são “perigosos”. Descarga, um carro que passa na rua, um irmão que acorda em horário diferente, passos, ou o suave fechar de uma porta, são situações cotidianas que não representam ameaças. Mas barulhos abruptos e muito altos como uma porta que bate com força, uma discussão com gritos altos, guitarra ou instrumentos musicais em volume alto, evidentemente devem ser evitados. Já presenciei uma situação em que o pai queria tocar guitarra enquanto a filha, ainda bebê, dormia.

Quando for tomar a decisão sobre colocar ou não os filhos no mesmo quarto é muito importante considerar o tipo de relação que eles têm ou terão. Não adianta apenas colocar as camas no mesmo espaço e acreditar que a paz vai reinar absoluta. Conflitos existirão e são os pais quem devem ajudar os filhos a aprender a lidar com as diferenças, evitando tomar partido de um dos filhos e agindo na direção da união, da solidariedade, compaixão, respeito e amizade.

Conviver é uma arte e depende de nós aprendê-la e exercitá-la.

Um grande abraço!

Renata

 

Renata Soifer Kraiser é psicóloga e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Autora do livro “O sono do meu bebê”, ed.CMS, fruto de seu mestrado sobre este tema.

Para conhecerem melhor o trabalho da Renata, acessem: www.terapeuta.psc.br.

Telefone: 11-3031-4043

 

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