Como e por que você deve ensinar seu filho a “parar quieto”

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Educação09/01/19 By: Ana Lú Gerodetti
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Olá, moms!

Tudo bem com vocês?

Hoje temos mais um post da Taís e da Roberta, que são mãe e filha, educadoras e colunistas da Revista Pais & Filhos. Além disso, as duas têm um site super bacana chamado SOS Educação.

Nos mês passado, a Taís e a Roberta nos escreveram um texto com 3 dicas para ajudar crianças de até 3 anos a gostar de estudar no futuro. Agora, elas vão falar um pouco sobre um tema bem recorrente no dia a dia das mães: o acumulo de energia nos pequenos e as rotinas familiares.

Confiram!

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Como e por que você deve ensinar seu filho a “parar quieto”

Como e por que você deve ensinar seu filho a “parar quieto”

 

“Ele é assim mesmo, não para quieto”, ou “ele tem tanta energia que só para quando dorme!”

Se essas afirmações fazem parte constantemente da sua vida, está na hora de tomar uma providência. E se você já está pensando na desculpa de que hoje em dia as crianças são assim mesmo, está na hora de rever seus conceitos.

Sim, as crianças estão mais agitadas. Não, isso não é sinal dos tempos. É a consequência da rotina que as famílias se impõem, sem se dar conta de quanto prejuízo essas crianças terão no processo de aprendizagem formal, mais tarde na escola.

A capacidade de foco e concentração é uma habilidade que pode ser desenvolvida e que deve ser ensinada desde os primeiros meses de vida da criança.

É uma das responsabilidades que os pais precisam conscientemente assumir hoje em dia.

O ritmo da vida moderna eliminou os momentos da rotina em família que favoreciam o desenvolvimento quase que automático dessas habilidades. A sensação de que a vida passava mais lenta faz todo sentido. A simples imposição de fazer uma coisa de cada vez já tornava o foco quase que a única opção.

Ao chegar em casa do trabalho, o foco estava na família. Ao ligar a TV, o foco estava em um dos poucos programas que estavam disponíveis. Para fazer uma ligação telefônica, você tinha que focar nos números que precisava discar.

Agora pense no seu filho de 2 ou 3 anos de idade – quantas opções de brinquedos ele tem? Quantas opções de canais de TV? E quantas formas de interrupção você tem quando está com ele?

E assim, na tentativa de dar conta de tudo, vamos ensinando nossos filhos a fazer inúmeras coisas simultaneamente. Pior: somente neste caso ensinamos da maneira mais eficaz que existe – pelo exemplo!

Como atender aquela ligação ou responder tantas mensagens com o filho gritando ao seu lado? Fácil: encontrando uma maneira para distraí-lo. E dá-lhe música, desenho, botões e brinquedos, tudo junto, ao mesmo tempo.

Muitos pais já colocam o tablet inclusive na hora do banho, para distrair a criança.

No momento das refeições, “ah, sem o desenho predileto, ele não come!”. Nos passeios de final de semana, vemos as crianças ainda bem pequenas com os olhos fixos na tela e os dedinhos já mudando o vídeo antes mesmo que ele tenha terminado.

E os pais, ali, na doce ilusão de que assim seus filhos param quietos um pouco.

Não, pais. Isso não é parar quieto. Isso é viciar o cérebro em estímulos constantes sem retorno algum para o enriquecimento da memória que será depois necessária para a aprendizagem formal!

Parar quieto não significa estar fisicamente congelado, com os olhos vidrados em uma tela. O parar quieto que ajuda no amadurecimento saudável é aquele em que seu filho ouve você. Aquele em que a criança observa o entorno. Momentos em que alguém lê uma história e a criança presta atenção. Parar quieto é tentar montar um quebra-cabeças adequado à idade. É transformar a tampa da panela e a colher de pau em brinquedo. É aprender a letra de uma música que sai da voz do pai ou da mãe.

Não existe mágica. A luz, o movimento, as cores e todos os recursos da tecnologia serão sempre mais atraentes. E a fórmula para que a concorrência desleal não ocorra está em suas mãos, mãe e pai: desliguem-se de todos os eletrônicos para ensinar seu filho a parar quieto de forma saudável.

Assim que seu filho aprender que infinitas opções há no parar quieto, a tecnologia deixa de ser um vilão e vira somente uma opção.

Sim, uma criança que aprendeu em casa a parar quieta será um aprendiz muito bem sucedido ao longo de sua vida como aluno. Seu cérebro terá recursos que nenhum equipamento tecnológico consegue produzir, inclusive recursos para construir o que os pais mais desejam para seus filhos: que sejam felizes!

 

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