Um lindo depoimento de uma mãe que perdeu seu filho horas após seu nascimento!

De Mãe para Mãe - Psicologia - Somos todas iguais13/12/15 By: Renata Pires
(25) Comentários

Olá,

Há aproximadamente um ano, uma grande amiga passou por um trauma imenso, perdeu seu filho horas após seu nascimento. Uma experiência que nenhuma mãe pode imaginar passar e ninguém merece! Dia desses, ela me pediu para contar sua história, com a finalidade de ajudar outras mães que passaram por isso e uma maneira também de desabafar.

A Tati é uma grande mulher, uma amiga incrível e um exemplo de superação!

Confira sua história!

Mil Bjsss

 

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Queria compartilhar minha estória, primeiro pois acho que me fará bem poder falar sobre isso depois de um ano e segundo pois acredito ajudar quem já passou por isso.

Meus primeiros filhos são gêmeos, fiz tratamento e tive uma gravidez tranquila e tudo foi maravilhoso. No ano passado, engravidei naturalmente do Joaquim, e nossa felicidade foi enorme!!

Tudo estava indo muito bem até que num ecocardiograma fetal descobrimos que ele tinha síndrome de Ebstein, uma má formação da válvula tricuspide do coração. Aqui queria fazer uma ressalva, pois minha médica pede esse exame como rotina e muitos médicos ainda não pedem, então acho que vale a pena fazer sim esse exame!

Enfim, saí em estado de choque do ultrassom, não sabia o que era isso… Depois desse dia fui à cardiologistas, fiz mais exames e o que me diziam era que não tinha risco de vida pois a má formação dele não era tão grande mas que teria que operar o coração para corrigir depois que ele nascesse. E, apenas depois de nascer, poderiam avaliar se teriam que operar logo ou mais velho, com seis meses, um ano ou até mais… Bom nem preciso dizer que o pânico voltou, mas depois de mais algumas consultas como boa otimista eu tinha me convencido que ia dar tudo certo na cirurgia e que precisava rezar para a cirurgia poder ocorrer com ele mais velho e mais forte, minimizando os riscos.

E enquanto eu vivia tudo isso, eu e meu marido decidimos não contar para absolutamente ninguém já que não tínhamos respostas e a última coisa que precisávamos eram de mais perguntas.

Então vivemos esse temor sozinhos, enquanto isso a vida continuava e as pressões no trabalho e do dia a dia idem. Eu trabalhei mais do que deveria, já que queria deixar tudo organizado para poder cuidar do Joaquim depois que ele nascesse e me arrependo pois acho que fiquei muito estressada e, sem dúvidas, meu filho deve ter sentido esse stress.

Vinha acompanhando a gravidez quinzenalmente, até que no ultrassom de 36 semanas a cara da minha médica mudou, o Joaquim estava com líquido nos órgãos, sinal que algo havia piorado e agora ele corria risco, no dia seguinte confirmamos o diagnóstico no Einstein e saí direto para a sala de parto, sem pegar mala e nem nada. Acho que eu não tinha caído na real, cheguei e ainda queria tirar foto do parto, até que meu marido me olhou nos olhos com a ternura de sempre mas firmemente falou- meu amor, acho que você não entendeu, você terá um parto de risco, as coisas não estão bem…

Depois disso foi tudo muito rápido, fiz a cesárea, me mostraram meu tão esperado filho muito rapidamente e ele já estava meio roxo, nem pude segurá-lo, me anestesiaram um pouco pois estava muito nervosa. Acordei no quarto horas depois, e queria ver meu filho mas disseram que só no dia seguinte pois estavam fazendo uma série de procedimentos para pulsar o líquido que estava nele e ele ficar bom. Então pensei: “amanhã ele estará melhor”.

Acordei e pedi novamente para ir na UTI ver meu pequeno e de novo uma negativa, mais algumas intermináveis horas se passaram até que minha médica entrou e deu a notícia de que ele não tinha resistido.

Meu Deus, parecia que tinham arrancado o coração de dentro de mim, meu mundo e do meu marido desabou, eu não parava de chorar. Ainda assim queria ver meu filho. Fui até a UTI pude segurá-lo em meus braços, já sem vida, queria ficar lá para sempre, olhando para ele e não ter que me despedir já que acabávamos de nos conhecer.

Não pude ficar mais, voltei para minha cadeira de rodas, já que não conseguia nem andar e fui para o quarto. Enquanto isso a família do meu marido, minha mãe e meu irmão providenciavam enterro, caixão e coisas que eu nem fazia idéia. Eu, pela primeira vez, achava que ia morrer. A dor era profunda, estava fraca, tive vários desmaios, estava tomando muitos remédios e entre eles um para não descer meu leite o que aumentaria ainda mais minha dor. Enquanto vivíamos esse pesadelo, no corredor da maternidade ouvíamos chorinhos de bebês, pessoas comemorando e para completar entra uma nutricionista no quarto querendo me falar sobre dieta para a amamentação, desabei de novo. Meu marido, além da dor de ter perdido o filho, achou que ia me perder também, nunca tinha me visto daquele jeito.

No dia seguinte acordei e fui para o cemitério, como estava muito fraca fui de novo de cadeira de rodas, quase não me lembro do enterro pois a cena foi tão dura que acho que fiquei anestesiada, ver aquele caixão tão minuscúsculo, carregando a coisa mais importante da minha vida…

Finalmente hora de voltar para casa. Meus dois filhos me esperando, esperando o irmão. Não sei de onde tirei forças, ou melhor eu sei, ao olhar meus dois filhos eu lembrei de como era abençoada. Expliquei que o irmão tinha nascido muito doente e que por isso tinha ido para o céu, não conseguiu viver.

Descansei um pouco mas eu queria entender o que eu precisava aprender com o que eu tinha passado, e tinha que ser rápido pois eu precisava viver, meus filhos e meu marido precisavam de mim. Comecei a buscar na internet qual era a explicação espírita, doutrina que sigo, para uma morte tão prematura. Achei algo que me confortou: Joaquim tinha nos escolhido para sermos seus pais, mas tinha esse carma, tinha essa mácula física e precisava nessa encarnação passar por isso para que, na próxima, pudesse nascer saudável e viver e nos escolheu para passar essa parte tão importante da sua trajetória pois sabia que aguentaríamos. Minutos depois de ler isso já comecei a me sentir um pouco melhor, eu tinha ajudado meu filho e o poupado de uma dor maior, ele reencarnaria saudável. Como mãe, sempre peço que eu sofra em dobro se isso poupar o sofrimento de um dos meus filhos.

Isso tudo ocorreu no espaço de uns 5 dias, nesse meio tempo contamos aos amigos e rapidamente a notícia se espalhou. Recebemos várias mensagens acolhedoras e outras nem tanto rss e alguns simplesmente não se manifestaram.

E como nessas horas apoio é tudo, queria compartilhar o que me ajudou na época:

 

– Recebi o telefonema de pessoas queridas que por mais que não soubessem como reagir, eu via o esforço para nos consolar e eu sou das antigas prefiro sempre um telefonema.

– Alguns amigos próximos nos visitaram para saber como estávamos e receber um abraço apertado nessas horas é muito bom.

– Recebi algumas mensagens de pessoas que não sou tão próxima compartilhando estórias parecidas de filhos que se foram, que me confortou muito saber como outras pessoas lidaram com algo parecido ou até pior, a esposa de um amigo tinha passado por isso e não fazíamos idéia…

– Lembro que recebi flores de uma pessoa que não tinha tanta intimidade e fiquei tao feliz com o carinho, as pessoas não imaginam como isso faz diferença.

– Tiveram pessoas que eu não tinha muita intimidade e que esperaram me encontrar para poder dizer como sentiram pelo o que havia ocorrido e fico feliz que tenham dito, foi bom sentir essa solidariedade.

 

Quando não temos tanta intimidade qualquer sinal de solidariedade é muito bem vindo, seja ele mensagem, telefonema, flores enfim mas por outro lado esperávamos que as pessoas que convivemos nos ligassem, nem que fosse um tempo depois e muitos nunca tocaram no assunto.

Sei que as pessoas não sabem lidar com a morte mas queria desabafar que é horrível passar por tudo isso e não receber um sinal de carinho de pessoas que convivemos, amigos próximos ou não. Tiveram pessoas próximas que não deram se quer um telefonema, e outros amigos próximos que mandaram uma mensagem de WhatsApp com um emoji em resposta a mensagem que mandamos com a notícia e nunca mais se manifestaram e quando nos encontraram era como se nada tivesse acontecido. Acho estranho como o WhatsApp e seus emojis tornaram as relações tão superficiais.

Sei que não é fácil abordar um assunto como esse mas falar alguma coisa para quem passou por isso, do tipo – soubemos o que houve e sentimos muito, você está bem? Nem que seja por mensagem, mas escrever mais que duas palavras, acho que a situação pedia… E quem é mais próximo dar um telefonema acho básico, mostra uma sensibilidade com a dor do outro e é bastante reconfortante.

Por fim, também queria dizer para não esquecerem do PAI, que sofre mais calado normalmente, e meu marido foi um herói. Ele sofreu muito também e por mais que não tenha carregado o Joaquim na barriga, ele foi em cada ultrassom e consulta e além da dor dele ainda teve que ser forte para me consolar e cuidar de mim, e muitas vezes as pessoas me consolavam e sequer falavam qualquer coisa para meu marido, ou perguntavam para ele se eu estava bem mas esqueciam de perguntar dele.

Enfim sei que muitas das coisas que falei sobre a reação das pessoas faz parte de dificuldades de cada um em lidar com a morte, e outros pela superficialidade que tratam a própria vida, não sendo nada pessoal mas acho que se lerem isso talvez possam entender como o silêncio pode se confundir com apatia para quem está sofrendo e como pequenas atitudes ajudam quem passa por um momento de dor.

Hoje estou bem e feliz. Meus filhos me resgataram para a vida e toda a dor que passei me fez dar ainda mais valor a tudo que tenho e amo. Quatro meses depois fiz tratamento novamente para engravidar pois aquele espaço precisava ser preenchido e hoje estou prestes a dar a luz à Giovanna, uma enorme alegria na minha vida. Mas o Joaquim sempre será meu filho! Às vezes as pessoas acham que como estou grávida tudo passou e aí eu recebi um texto da minha querida pediatra que traduz o significado desse novo bebê que está para chegar.

 

“A Giovanna será o que é chamado de rainbow baby:

O chamado bebê arco-íris é a compreensão de que a beleza de um arco-íris não nega a devastação deixada pela tempestade.

Ou seja, o nascimento da nossa tão esperada Giovanna não nega ou abafa o sofrimento e falta que o Joaquim nos faz até hoje mas nos mostra que em meio a uma tempestade pode surgir um lindo e colorido arco-íris. A nuvens ainda podem permanecer mas o arco-íris nos enche de cor, energia e esperança”.

 

E hoje é assim que me sinto e espero que esse arco-iris possa aparecer para tantas outras mães que tiveram uma experiência parecida com a minha.

 

Tatiana Loureiro - Just Real Moms

Tatiana Loureiro - Just Real Moms

 

 

 

 

 

 

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25 Comentários:Um lindo depoimento de uma mãe que perdeu seu filho horas após seu nascimento!
  1. Avatar
    Mariana Muniz

    Tati, querida.
    Estudamos juntas no Alumni, não sei se vc irá se recordar. Eu soube que estava grávida quando fui na sua loja comprar um presente e fiquei super feliz. Meses depois eu voltei para comprar outro presente, de Nata, quando eu recebi essa notícia triste. Fiquei mto chateada, contei para o meu marido na época que tinhamos estudado juntas quando pequenas e rezei muito por vc e pela sua família. Hoje fiquei emocionada demais com o seu relato, mas imensamente feliz de saber que vcs conseguiram superar tudo isso e hoje estão bem e à espera de uma menina. Que ela venha com muita saúde para alegrar ainda mais a família. Bjs

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    Marcela

    Bom Dia Tati!

    Primeiro agradeço a delicadeza de compartilhar sua história. Em um relato em que possivelmente a dor poderia impressionar, o que me tocou foi o amor, o amor entre você e seu marido como casal, o amor como pais do querido anjo Joaquim e o amor e respeito pela vida e pelo próximo.

    Concordo com você a respeito da dificuldade em que os outros tem em lidar com a morte e que o silêncio muitas vezes manda a mensagem de apatia. Quando se vive uma dor dessa grandeza, qualquer tipo de amor, solidariedade e compaixão serve como um bálsamo, um acalento para o coração.

    Nunca tinha ouvido este significado sobre o rainbow baby e achei tão especial… Na verdade, confesso que seu relato, uma rainbow história, vem de uma família iluminada, uma rainbow family, para que tantas outras mulheres e famílias possam ter este respiro de esperança, fé e colorido.

    Também sou espírita e a verdade é que quando mudamos nossa entendimento sobre a morte (de uma perda para uma despedida momentânea) tudo muda de perspectiva. Pela sua força, pelo seu amor e do seu marido, tenho certeza que Joaquim está seguindo seu caminho até o reencontro de vocês, grato e fortalecido porque vocês como pais o sustentaram e o amaram para que ele pudesse completar mais uma etapa da existência dele.

    A verdade é que independente de religião, em toda dificuldade temos a possibilidade de encontrarmos uma oportunidade. A oportunidade de crescimento, de evolução, de ser feliz dando valor para o que realmente faz a diferença, de encontrar e conhecer anjos que sempre trazem mais luz as nossas vidas, assim como Joaquim. Ele pode ter retornado antes, mas nos oito meses em que ficou dentro do seu ventre, te possibilitou conhecê-lo e amá-lo, sentimentos que, muitas vezes, mesmo com anos de convívio as pessoas não conseguem alcançar.

    O mais fácil para vocês seria ter se acomodado na dor, na raiva, na indignação. Mas como rainbow family e como rainbow pessoas (porque são pessoas assim que demonstram para o mundo o significado de força e amor) vocês se reergueram e continuam firmes no propósito e no caminho do amor.

    Que a Giovana, assim como seus gêmeos possam sempre dar valor a você e seu marido como os lindos rainbow pais que são, como orientadores e educadores na figura de pais, mas acima de tudo como seres humanos iluminados que devem ser seguidos como exemplo.

    Em um mundo onde está tão fácil compartilhar tragédias, críticas e dor, te agradeço por este relato de amor, pelas suas palavras doces, pela sua história de vida. Me solidarizo com sua despedida, ainda que momentânea, mas como digo para minha mãe: “Mãe, só o amor materno tem a grandeza de enfrentar uma separação como a morte de um filho, porque só este amor tem a ligação direta como coração e com a fé, só este amor é capaz de dar e trazer a certeza de que nossos amados filhos continuam e estão bem, porque é algo que se sente, simplesmente sabemos, quando conseguimos tirar a dor de foco”.

    Desejo um final de ano cheio de luz e muito amor para você, rainbow womam, e sua linda família: Rainbow papai, Rainbow gêmeos, Rainbow anjo Joaquim e rainbow princesa Giovana!

    Com amor,

    Marcela

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    maria de fatima

    nossa esta historia e muito linda ate chorei eu tenho 41anos numca emgravide esta historias mim emociona muito

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    Izabel S.Prado Gregorio

    Oi Tati fiquei muito emocionada com o seu depoimento, isso aconteceu com minha filha e foi muito difícil mas conseguimos superar.
    Sinto muito pela sua perda, mas fico feliz por saber que esta gravida de uma menina.
    Com o seu depoimento muita gente vai mudar a maneira de agir e pensar com as pessoas que passa por esses momentos tristes.
    Um abraço Tati e que Deus abençoe você e sua família.

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    Divino Cowboy

    Passei por situação idêntica e posso assegurar que o sentimento é exatamente esse que essa mãe sentiu e esta passando.

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    Nagela Cardoso

    Que lindo relato!!

    Me coloquei no lugar das pessoas que se calam, diante da dor dos amigos e entes queridos e aprendi, que esta não é a melhor forma de lidar com a situação. Obrigada pela lição!

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    Pamila

    Lindo Giovana, a prova que os filhos não as nossa fonte de energia.
    Meu bebe também tem a anomalia de eibstein estagio moderada, quando soube o volume do sangue era muito grande que voltava para dentro do coração,mas ele conseguiu.É uma coisa que é para o resto da vida pois temos que ficar controlando o fluxo do sangue mas te admiro, sabemos que não é fácil lidar com a morte logo após de ter enxergado o que você deu a vida.

    Que Deus te abençoe.

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    Maria Paula

    Nossa fiquei com lágrimas nos olhos e extremamente emocionada e também estou grávida. Tati que Deus te abençoe muito, muito vc, seu marido e seus filhos….que a sua princesa Giovanna venha cheia de saúde e traga infinitas alegrias para a vida de vcs!

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    vera

    Tati querida,
    Lindo texto, fiquei bastante comovida e me fez lembrar dos gemeos que perdi e hoje teriam 29 aninhos..!
    Sei bem o que vc passou, mas graças a D`vc tem esses lindos filhos que te dão e sempre darão força p viver e ser feliz e continuar com seu super auto astral que vc sempre teve!
    E que venha a Giovanna p alegrar mais ainda essa linda família!
    bjokas

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    marina

    Parabéns pela sua força! pela sua estória e pela sua perseverança. Que essa nova baby traga muitas alegrias para toda sua família. Admiro muito a sua postura perante o Joaquim… que sim sempre será sem filho, apesar da partida breve.

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    Maria Carolina

    Boa noite!
    Estou grávida de 26 semanas e me bb, o Arthur, está com restrição de crescimento severa! Fiz vários exames que deram normais, estamos aguardando o resultado do teste genético não invasivo para saber se nosso filho tem algum problema genético, e em caso positivo a chance dele viver é zero!
    Tenho muita fé de que vai ficar tudo bem, meu filho vai nascer bem e vamos aprender a viver com ele do jeitinho que ele vier, pois vai nascer prematuro e ficar um tempão na UTI, pode ou não ter sequelas que nem sabemos quais são!
    Confesso que não é fácil, temos um filho de 4 anos que é a luz nas nossas vidas e me dá forças para não fraquejar, mesmo sabendo dos riscos que corremos e em como nossa situação é grave.
    Obrigada por compartilhar sua vida, sua dor, sua superação… isso foi muito importante para mim.
    Beijos.

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    MARCELA RABIOGLIO

    Coisa mais linda esse depoimento, lindo pelo entendimento da dor q passaram, pela preocupação de procurar entender essa dor, pela vdd q é, qdo os mais próximos, que não sabem lidar com certos assuntos, se omitem. Lindo pelo “raimbow baby”.
    Já sofri com meu bb prematuro, já perdi um bb, mas é vida q segue, tds nós somos capazes de passar pelas provações q temos q passar.
    Beijos família linda

  13. Avatar
    NAIARA

    OLÁ TATI !!!

    ESTOU MUITO EMOCIONADA COM SUA HISTÓRIA,IGUALZINHA A MINHA, PERDI MINHA MARIA EDUARDA A 6 MESES, ANOMALIA DE EBSTEIN TAMBÉM, DESCOBRI EM UM ULTRASOM DE ROTINA COM 7 MESES DE GESTAÇÃO, MEU MUNDO DESABOU NAQUELE MOMENTO, MEU MARIDO FOI ATRAS DE TUDO, MÉDICOS, ULTRASONS, MORO NO INTERIOR DE MINAS, ENTÃO TIVE QUE IR PRA BH, POIS ELA TINHA QUE NASCER E FAZER A CIRURGIA,MAIS O HOSPITAL BIOCOR DE BH ACHARAM MELHOR EU IR PRA SP, PRA ELA NASCER LÁ E SER OPERADA COM O DR.JOSÉ PEDRO, MAIS 3 DIAS ANTES DA VIAGEM,MINHA BOLSA ESTOURA, CHEGANDO NO HOSPITAL ELA ESTAVA SEM VIDA, AI VOCÊ JÁ SABE, PARTO SEM VIDA , DOR NA ALMA, PARTO NORMAL, ENTERRO , CAIXÃO BRANCO, TRISTEZA, E CHEGAR EM CASA E FALAR COM MEU FILHO DE 8 ANOS QUE A IRMA TINHA FALECIDO, FOI HORRIVEL, HOJE ESTOU AQUI MENSTRUAÇÃO ATRASADA, ANSIOSA E COM MEDO D ACONTECER ALGUMA COISA NOVAMENTE.MUITO FELIZ COM SUA SUPERAÇÃO, DEUS TE ABENÇOE COM SUA NOVA BENÇÃO. BJ

  14. Avatar
    lucimeire

    DEUS é contigo!

  15. Avatar
    Bianca Vasques

    Olá mamãe e papai do Joaquim
    Estou muito emocionada com o relato sobre a breve mas profunda e intensa passagem do pequeno Joaquim na Terra.
    Suplantar as dificuldades e a dor da perda de um filho só com muito amor, tempo e tolerância consigo mesmo.
    Passei por uma gestão muito difícil dede o início … Com várias idas e vindas ao hospital, o sentimento de que perderia meu filho me inundava de desespero e medo. E o que me ajudou assim como para vocês , foi a religião. Foi entender o que se revelava naquele contexto e sou muito grata pelo desafio proposto por Ele e por estarmos aqui mitigando aquilo nos colocamos à disposição antes de encarnarmos.

    O Joaquim veio no contexto da tempestade e a Giovanna no arco-íris e quem sabe nos desígnios de Deus que talvez os dois sejam o mesmo.

    Um abraço gigante no coração desta grande família … Um excelente Natal é um 2016 repleto de amor!

  16. Avatar
    Maria Castro

    Obrigada por compartilhar sua história, sua dor, sua alegria… Com certeza ajudará muitas famílias, acredito também muito no que você falou sobre o Joaquim e a Giovanna, que ela venha saudável e seja muito feliz na família que ela escolheu!
    Parabéns!

  17. Avatar
    Cleiziane

    Parabéns!!! Felicidades!! Uma história emocionante. Uma amiga perdeu um bebê e identifico neste texto muito do que ela passou. Obrigada por compartilhar.

  18. Avatar
    Renata Escorel

    Tati,
    que exemplo de superação! Fiquei emocionada.
    nos vimos algumas vezes no Iguatemi.
    espero que a sua Giovanna venha com muita saúde e faça brilhar ainda mais a sua família.
    Um beijo enorme e apertado nesta Natal

  19. Avatar
    olivia porto vaz

    boa tarde Tati!

    Estou muito, muito mesmo, emocionada com seu depoimento… tive uma gravidez super complicada, fiquei no hospital por quase 02 meses em repouso absoluto, exames e mais exames diários, diagnósticos nada animadores.. naquele período quantas vezes me imaginei passando uma uma despedida igual a sua … minha bebe nasceu prematura extrema, mas graças a Deus ela hoje é forte e saudável… não posso imaginar sua dor, mas, mesmo sem te conhecer, fiquei imensamente orgulhosa em saber como vc reagiu diante de tudo… creio que seu bebe também!
    Que a sua Giovana chegue para alegrar ainda mais sua vida e de sua família!
    Com carinho
    Olívia

  20. Avatar
    Talita

    Achei linda a iniciativa dessa mãe em dar esse depoimento. Eu tive uma amiga que passou por isso e realmente a gente (amigos/familiares) fica perdida, sem saber como lidar com uma coisa tão triste e inesperada. Espero nunca mais passar por isso, mas caso aconteça com alguém próximo essas dicas me ajudarão muito. Também me emocionei bastante com a história pois estou grávida e no ultrassom foi detectada uma alteração no coraçãozinho, que ainda nem sei direito o que pode significar, precisarei fazer os exames. Também guardo esse medo só pra mim, não contei pras pessoas. Enfim, sigo rezando para que meu bebê nasça com saúde. Que a Giovanna tb chegue ao mundo saudável e que corra tudo bem.

  21. Avatar
    Vnaessa

    Emocionadissima com sua historia!!! Vcs são especiais!! Muita saúde e um beijo carinhoso!!

  22. Avatar
    Tatiana

    Não nos conhecemos e nem conseguir entender de que país se escreve, mas emocionei assim mesmo. Sou de Cabo Verde, e eu já sou tentante há 1 ano e nada.Não estou conseguindo ser mãe e lendo a sua história, chorei por dois motivos, pelo seu e pelo meu.
    Que Deus vos dêem muita alegria e saúde para cuidar da vossa linda família. Bjs a todos.

  23. Avatar
    Lourdes Magalhães

    Minha querida Tatiana Loureiro,
    Sua linda e triste história, só me fez ter a certeza, como somos fortes. Uma MÃE, suporta tantos momentos de desesperos e medo, mas, nada é comparável como a perda de um filho.
    No seu texto, que transmite muita emoção, dor e sempre acompanhado de muito amor, pude relembrar meus difíceis momentos da minha primeira gravidez, ” com os olhos mareados “, em que perdi meu primeiro filho no início da gestação. Foi um duro golpe, para o sonho de ser Mãe, com tudo sendo organizado em conjunto com o marido e toda a família. Era um menininho, o Marcelo. Também se foi, ao chamado de nosso criador.
    E, como você termina brilhantemente sua história, com a chegada da Giovanna para representar o “arco iris” e brilhar infinitamente na sua vida e de toda sua família.
    Você nos retrata a imagem de uma mulher forte o bastante para recomeçar de novo e nos dar testemunho de como vencer uma dura batalha nesta vida.
    O mais interessante nessa vida, é que você Tati, conhece e protege o meu sublime “arco.iris”, que veio para preencher o meu vazio de maternidade… ela se chama Renata Magalhães, e te ama muito.
    Você por ser tão especial, tão importante para o Papai do Céu, está cercada de amores verdadeiros.
    Um grande beijo, e todo carinho do mundo.
    Lourdes Magalhães

  24. Avatar
    Raiane Pereira

    Lindo relato Tati!

    Estou passando por algo semelhante.
    Helena, o nome da minha pequena. Aos 4 meses de gestação, descobrimos que havia uma ma formação renal – o que desencadeia inumeras questões relacionada a desenvolvimento de orgãos internos devido a pouca produção do liquido aminiótico.
    Recebi do medico a orientação de fazer a intervenção ou, continuar com a gestação, alegando ele que o corpo iria expulsa-la naturalmente. Firmemente me disse que ela não iria se desenvovler, engordar, nem seria um bb “normal”.
    Minha filha nasceu, aos 8 meses de gestação, com tamanho, peso e com um contexto de superação incrivel.
    Helena não sobreviveu, pois apenas o seu pulmão apresentou dificuldade de dilatação, e permaneceu colabado após o nascimento.
    Foram 27h de trabalho de parto.
    Parto normal e pelvico.
    Em momento nenhum desistiria de nós.
    O meu esposo, o tempo todo sempre ali, cuidando da gente – realmente eles são nosso Super-Heróis – Ele assistiu o nosso aparto (nosso pq ela nasceu e eu renasci) – sabiamos que ela tinha 99% da chance de nascer morta.
    Minha Helena nasceu no dia 16.02.2017 – Nasceu com vida, ouvimos o seu choro e ela abriu os olhos e olhou para o seu pai. – Sim, para mim foi um presente incalculável – valew a minha existencia.
    Nossa pequena ficou conosco por 1h e se foi.

    (…)

  25. Avatar
    Vera Lucia Barbosa

    eu achai verdadeira e sofrivel. Eu com minha filha de 50 dias em 1990 quase a perdi em um acidente de carro. mas, se passaram anos ela perfeita vida, resolveu se matar, ai fiquei sem chao. Um monte de duvidas… psicologo e psiquiatra me ajudaram tambem, mas DEUS por mim estava. tchau …

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