Sobre ser mãe – por Carolina Toledo

De Mãe para Mãe - Somos todas iguais04/09/19 By: Ana Lú Gerodetti
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Olá, meninas!

Tudo bem com vocês?

Quem nos acompanha aqui no blog sabe que temos um espaço para as nossas leitoras escreverem.

Sendo assim, o texto de hoje é da querida Carolina Toledo, que nos escreveu o post “Nosso tempo é hoje!” no mês passado e fez um super sucesso no Just Real Moms!

Agora, a Carol, que trabalha na área de educação e é mamãe de duas menininhas, nos enviou um post sobre como é difícil – e inevitável – encarar que os filhos estão crescendo. Tenho certeza de que muitas de vocês se identificarão com as lindas palavras dela!

Boa leitura, moms!

 

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Sobre ser mãe

 

Eu já tinha lido e escutado algumas coisas sobre o baque de sentir que seu filho cresceu. Textos lindos sobre essa descoberta. Relatos de partir o coração sobre a Síndrome do Ninho Vazio.

Mas, como tudo na vida, quando chega a nossa vez, a intensidade é sempre outra.

E comigo aconteceu no dia em que minha filha mais velha foi fazer prova para ser admitida em sua nova escola.

Não foi a primeira vez que senti isso, confesso. A primeiríssima vez foi quando ela nasceu. Da minha barriga para o mundo ela, de repente, deixou de ser só minha. Virou o encanto de todos. E eu, mesmo tendo a chance de pegá-la colo e olhá-la de frente, me senti perdendo um pouquinho. Que paradoxo, pensei. Quando era só eu e ela dentro da minha barriga, ainda que fossem só sensações, ela era mais minha.

Ser mãe é perder sempre, me confidenciou uma amiga querida naquela época. Ser mãe é realmente perder sempre. Aos poucos, à conta-gotas, dia após dia, fase por fase. O bebê que não é mais exclusividade sua, que desmamou, que já anda sozinho, que brinca, que fica bem na escola sem você, passa a ter ideias e amigos, e por aí vai.

E eu poderia repetir que faz parte do processo e minha bebê tem o direito de crescer. Mas hoje,  preciso dizer que choraria de soluçar se não precisasse manter as aparências de nova mãe que chega a essa comunidade de pais da nova escola. Sentaria no chão e choraria até me cansar. Lembrando que ela já foi meu bebê e, lembrando também de quando era eu o bebê, ou a menina. E todo o amor que tive a felicidade de receber da minha mãe. Porque para mim, cada vez mais, essa é a fonte mais linda e pura de amor. O vínculo de mãe e filho. Incondicional. Visceral. Transcendental.

A esperança me deixa otimista com relação ao futuro e feliz e forte por ter tido esse passado com minha mãe.

Então,  eu enxugo as minhas lágrimas imaginárias, me levanto e volto para a secretaria para esperar por minha menina que já não é mais bebê. Passos firmes e decididos por fora, coração em pedacinhos por dentro. Pensando em quantas esperas minha mãe fez por mim e que só hoje, tantos anos depois, descubro como ela se sentiu. Mas acima de tudo, feliz por ter vivido tudo isso com ela e feliz, também, por estar agora vivendo tudo de novo com minhas meninas.

 

 

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