O celular toca durante o banho do bebê, o cliente quer resposta pra ontem e o jantar ainda não está pronto. Empreender com filho pequeno em casa é assim mesmo. Só que dá pra fazer com mais leveza! Então, vem com a gente se vocês são pais empreendedores!

Oi Mamães e Papais! Hoje a nossa conversa é com vocês que estão tentando equilibrar dois universos super intensos. Tocar um negócio próprio e estar presente com os filhos.
A gente sabe que essa rotina é puxada (porque vivemos isso aqui também!). Mas sabemos que conseguimos construir um negócio sólido sem abrir mão da presença em casa.
A nova geração de pais e mães que empreendem
Você sabia que o Brasil tem uma das maiores taxas de empreendedorismo materno do mundo? Muitas mães começam um negócio pra ter mais autonomia de horário.
Outras pra complementar a renda. Outras porque o mercado tradicional simplesmente não acomoda quem cuida. E ainda, temos uma grande parcela de mulheres que são mandadas embora do trabalho. Esse número gira entre 48% – 51% de mulheres que saem do mercado de trabalho quando se tornam mães!
E os pais? Também estão nessa! A geração atual de homens chegou à paternidade com muito mais vontade de participar.
O home office, o trabalho híbrido e os negócios próprios viraram caminhos pra uma rotina mais integrada com a família. Então, confira mais sobre paternidade ativa aqui no JRM.
Tempo de qualidade pesa mais do que tempo total
Estar em casa não é a mesma coisa que estar presente. Quem trabalha por conta própria conhece bem essa armadilha, né?
O corpo está na sala, o celular está no escritório e a cabeça está dividida entre os dois.
E olha que coisa interessante: o que constrói vínculo não é a quantidade absoluta de horas convividas. É a qualidade da atenção que você oferece.
Trinta minutos de presença plena valem mais do que três horas de presença pela metade.
Para os filhos, a nossa presença plena quer dizer olho no olho. Celular bem longe. O importante é fazermos perguntas reais sobre o dia deles, com escuta de verdade. A cereja do bolo? Aquela sua risada de verdade, sem pensar em e-mail no meio!
Como organizar a rotina para empreender com filhos pequenos
A organização começa pela honestidade. Quem tem filho pequeno NÃO vai ter oito horas seguidas de foco no negócio. E tudo bem.
Tentar agir como se tivesse todo esse tempo só vai gera frustração e culpa.
O caminho costuma ser dividir o dia em blocos de atenção.
Bloco de trabalho concentrado
Esse é o tempo de foco profundo, sem nehuma interrupção. O ideal é encaixar no sono da criança ou no horário da escola.
São as horas em que você produz o que exige cabeça inteira. Vale proteger com unhas e dentes!
Bloco administrativo
Para tarefas que aceitam interrupção. Responder mensagem, fazer pagamento, organizar agenda.
Aqui dá pra trabalhar com a criança brincando perto. E tudo bem se ela chamar no meio.
Bloco protegido para família
Celular no modo silencioso, computador desligado. Esse bloco é sagrado.
Quando ele aparece na agenda, ele acontece. Sem reunião de última hora, sem aquele último cliente do dia. Ponto.
Esses blocos não saem perfeitos todo dia, ta? Mas servem de referência. Quando o dia desanda, vocês sabem o que proteger primeiro!
A culpa de quem trabalha em casa
Trabalhar em casa parece o cenário ideal de presença com os filhos. Mas, na prática, é também o cenário ideal de culpa.
Porque você está perto, mas nem sempre disponível. E a criança não entende a diferença entre “perto” e “disponível”.
Conversar abertamente sobre o que vocês estão fazendo ajuda MUITO. Mesmo crianças pequenas entendem frases como “agora a mamãe está terminando o trabalho, daqui a pouco a gente brinca”. Mas sim, é desafio pois as crianças não têm a sensação igual do tempo, então em 10 minutos, talvez voltem para te chamar novamente.
E quando bater a culpa, lembre: você está mostrando ao seu filho/a um adulto que cuida, trabalha e também descansa. Isso também é educação. Talvez uma das mais valiosas!
Rede de apoio: empreender também depende de aldeia
Nenhum negócio cresce no isolamento. E nenhuma rotina familiar funciona sem uma rede de apoio! A rede pode aparecer em três frentes.
Rede financeira
Dividir contas com o parceiro, contratar ajuda doméstica algumas horas por semana ou contar com familiares de confiança.
Quem cuida sozinho de toda a operação financeira tende a empreender em modo sobrevivência. E o modo sobrevivência não permite ousar.
Rede emocional
Conversar com outros pais e mães que empreendem, trocar dúvidas e dividir frustrações.
Ter alguém que entende o cotidiano da culpa, da euforia da venda fechada e da frustração do cliente que sumiu alivia muito.
Rede profissional
Mentores, grupos de empreendedoras maternas, comunidades B2B do segmento materno-infantil.
Aqui é onde o aprendizado se acelera. E onde aparecem parcerias e oportunidades que não chegam pelo Google.
Quanto mais conexão, menos peso individual! E sabemos bem disso!
Então, onde encontrar comunidade pra quem empreende
Quem empreende em produtos ou serviços pra gestantes, bebês e crianças atua num mercado em plena expansão.
E encontrar outras pessoas do mesmo universo acelera o aprendizado e amplia o alcance do negócio.
O nosso Hub, o JRMBizz, é exatamente isso. O Hub conecta marcas, profissionais e empreendedores do segmento infantil e materno-infantil.
Então, ficou curiosa/o e gostaria de conhecer? Preencha esse breve formulário e te chamaremos!
Um espaço pra ganhar visibilidade, trocar com pares e fazer parte de um ecossistema de referência.
Pequenas conquistas, todo dia
Empreender e criar filhos juntos não é sprint, Mamães e Papais. É uma maratona com paradas obrigatórias…assim como empreender.
Algumas semanas o negócio cresce mais. Outras, a família precisa de mais espaço…e essa alternância faz parte!
O sucesso, pra quem está nessa jornada, não é faturar igual quem não tem filho ou estar presente igual quem não trabalha. É construir uma vida em que as duas coisas cabem, sem que uma sufoque a outra.
E essa, no fundo, é a vida real dos pais empreendedores!
Cuidar de si pra cuidar do negócio e da família
Tem uma armadilha clássica de quem empreende com filho pequeno. Cortar primeiro o tempo de cuidado pessoal porque “não cabe na agenda”.
Só que o negócio cansado não cresce. Pai cansado não brinca. Mãe cansada não escuta. O autocuidado não é luxo, é infraestrutura do que vocês querem construir.
Dormir bem, comer com tempo, se exercitar mesmo que um pouco, ver gente fora do ambiente de trabalho. Essas coisas voltam pra dentro da empresa e da família em forma de energia, paciência e ideias.
A pergunta certa, pelo menos uma vez por semana, é simples. Como EU estou? Não como o cliente está. Não como a criança está. Como VOCÊ está.
Se já atua em nosso mercado, conheça o Just Real Moms Business Summit. A 3a edição acontecerá no dia 19 de agosto, em São Paulo!
Por fim, se você gostou desse post, aproveite para ler também: Quando a maternidade muda a carreira: por que ainda precisamos falar sobre isso? e Pais multitarefas: como equilibrar produtividade e conexão com os filhos. Você vai adorar!