Tudo o que você precisa saber sobre os Baby Blues!

De Mãe para Mãe20/08/17 By: Renata Pires
(24) Comentários

 

Oi, moms!

No post de hoje, vou falar um pouco sobre os Baby Blues.

 

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É muito mais comum do que imaginamos as recém-mamães terem sentimentos negativos ou sensação de tristeza com a chegada de um filho. A mulher fica numa situação totalmente contraditória: ela está muito feliz pelo nascimento do seu bebê, mas… “Por que tanta tristeza? Eu deveria estar nas nuvens!”.

E isso vai se transformando em uma bola de neve. A mãe se sente culpada por não estar tão feliz quanto deveria e tudo piora. A verdade é que muitas mães nem sabem que passaram por isso, já outras, nunca esquecerão desta sensação. Alguém por aqui se sentiu assim? Gostaria de saber a experiência de vocês!

Enfim, por estas razões, resolvi escrever tudo sobre os Baby Blues, para ajudar as mamães que passam por isso!

 

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1) O que são os Baby Blues?

Quando nasce um filho, os sentimentos da mãe se misturam, é um mix de alegria e exaustão. Poucos dias após o parto, muitas mulheres passam por um período de melancolia, tristeza e fortes alterações de humor, também conhecido como “blues puerperal” ou “baby blues”.

É comum que as próprias mães não consigam captar direito o que está acontecendo em suas vidas, principalmente em um momento em que parecem ter realizado um sonho. Essa melancolia pós-parto está geralmente ligada a mudanças hormonais que acontecem três ou quatro dias depois do parto, quando os hormônios da gestação desaparecem e a produção de leite se inicia. Além disso, há um certo “anticlímax” físico e emocional que se segue ao parto, acompanhado da volta para a casa e de uma possível sensação de incerteza sobre o que vem pela frente.

 

2) Baby Blues é considerado uma depressão?

Mudanças de humor após o nascimento de um bebê não são incomuns. Enquanto os “baby blues” são a forma menos grave de depressão pós-parto, é importante não ignorar as mudanças que estão acontecendo em seu corpo. Muitas mulheres se sentem confusas, lutando com a tristeza após um momento tão alegre do nascimento de um novo bebê para a família e, muitas vezes, não falam sobre isso. Mas falar sobre essas emoções, mudanças e desafios é uma das melhores maneiras de lidar com os “baby blues”.

 

3) Todas as recém-mães passam por isso?

Aproximadamente entre 60% ou 80% das recém-mães experimentam algum sentimento negativo ou alteração de humor após o nascimento de seu filho.

 

4) Quando é que os “baby blues” ocorrem?

Na maioria das vezes, os sintomas de “baby blues” ocorrem de quatro a cinco dias após o parto. Mas, dependendo da forma do nascimento do bebê (caso tenha existido algum trauma), eles podem ser notados mais cedo.

 

5) Quais são os sintomas dos “baby blues”?

Os sintomas dos “baby blues” incluem:

– Choro constante ou choro sem motivo aparente.
– Mudança de apetite (para mais ou para menos).
– Impaciência.
– Irritabilidade.
– Preocupação excessiva quanto ao papel de mãe e até achar que a maternidade nunca será prazerosa.
– Ansiedade.
– Fadiga.
– Insônia (mesmo quando o bebê está dormindo).
– Tristeza por motivos aparentemente “bobos”.
– Mudanças de humor.
– Dificuldade de concentração.

 

6) Qual é a causa dos “baby blues”?

A causa exata dos “baby blues” é desconhecida até o momento. Estudos apontam que eles estão relacionados com as mudanças hormonais que ocorrem durante a gravidez e novamente depois de o bebê nascer. Estas alterações hormonais podem produzir alterações químicas no cérebro que resultam em depressão. Além disso, os sentimentos que vêm após o nascimento de um bebê, juntamente com distúrbios do sono, perturbações de “rotina”, e as emoções da experiência de um parto em si, podem contribuir com a forma de como uma recém-mãe se sente.

 

7) Quanto tempo dura os “baby blues”?

Os sintomas dos “baby blues” normalmente ocorrem durante alguns minutos até algumas horas por dia. Estes sintomas devem diminuir e desaparecer dentro de aproximadamente 14 dias após o parto.

 

8) Como tratar?

Cuidar de você é a melhor maneira de diminuir os sintomas dos “baby blues”. Existem várias formas diferentes que você pode cuidar de si mesma caso esteja passando pelos “baby blues”.

Converse com alguém que você confia sobre como você está se sentindo (pode até ser um especialista da área, como psicólogo).

Mantenha uma dieta bem equilibrada. Ter um bebê pode fazer você não comer corretamente, e muitos “carboidratos simples” podem fazer seu humor melhorar bastante.

Mantenha um diário de todos os seus pensamentos e sentimentos, isso ajuda você a desabafar de alguma forma.

Peça ajuda com as tarefas do bebê e da casa, ou qualquer ajuda que lhe permita concentrar-se na alegria de ter um bebezinho em casa e não apenas a pressão de fazer malabarismos com tudo.

Não espere, e nem se cobre, perfeição nas primeiras semanas. Caso os sintomas sejam preocupantes, tais como ideias suicidas ou incapacidade de cuidar de si mesma ou do bebê, procure ajuda médica imediatamente, mesmo que seja do seu ginecologista ou até do pediatra do seu filho.

 

9) Lembre-se!

É importante lembrar que você não está sozinha em seus sentimentos. Se os sintomas durarem mais do que 14 dias pode ser uma indicação de um quadro mais avançado, como a depressão pós-parto. Converse com seu médico, ele está acostumado com mulheres no pós-parto o tempo todo e pode avaliar como você está!

 

10) Para os pais (maridos)

A melhor coisa a fazer é lembrar sua mulher de que o que ela está sentindo é absolutamente normal na fase pós-parto. É natural se sentir sobrecarregada, exausta e insegura com algo que é totalmente novo. Seja paciente e esteja disposto a ouvi-la. Deixe-a chorar à vontade. Ajude-a a estabelecer limites para atividades e até para visitas. Atenda o telefone, faça comida e deixe que ela descanse bastante e se mime o máximo possível.

Acima de tudo, demonstre seu apoio incondicional nesta fase. Isso fará uma enorme diferença.

 

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Fontes: Baby Center Brasil / American Pregnancy

 

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24 Comentários:Tudo o que você precisa saber sobre os Baby Blues!
  1. Michelle

    Bom dia!! Gostaria de compartilhar minha experiência para quem sabe ajudar mais mulheres que estão passando por isso. A gravidez é algo incrível e no meu caso, foi planejada e aguardava ansiosa o nascimento do meu baby. Tudo estava perfeito até alguns dias após o nascimento. A primeira pressão começou com a amamentação, meu filho não pegava o peito de jeito algum, e ninguém se importa se você está fazendo de tudo para conseguir amamentar, as pessoas de fora só sabem julgar. Com isso, todas as minhas energias foram sugadas, pois não conseguia me alimentar direito, meu filho queria mamar o tempo todo, e esse cansaço físico se somou a uma tristeza que não tinha fim… lembro de ter pensado muitas e muitas vezes em ir embora, pois jamais conseguiria ser uma boa mãe. Isso durou aproximadamente um mês, e melhorou muito depois que contei ao meu marido o que estava acontecendo, e ele me deu total apoio. Embora houvesse essa tristeza, no fundo eu sabia que era o que eu mais queria e me faria feliz, e lutei contra esse sentimento que brota na gente sei lá o por quê. Mas enfim, superei e sei que ser mãe é o melhor sentimento do mundo, vale a pena procurar alguém que confie e se desabafar, contar com apoio é fundamental.

    • evany

      Passei por isso tb…mais sofri sozinha..e não comentei com ninguém. É muito triste isso..mais superei.

    • silvana

      Aconteceu exatamente o mesmo comigo… Meu filho não pegava o peito, meu bico sangrava, não conseguia comer, tinha o pensamento fixo que meu filho morreria, que o ar condicionado poderia cair em cima do berço, se ia na cozinha com ele a panela de pressão explodiria e quando andava de carro rezava muito pois achava que baterianos o carro. Até hoje não confio em dirigir com ele, e já esta com 6 meses mas melhorei muito.. Hoje consigo relaxar mais e curtir o lado bom da maternidade.. Mas no começo só doía.

    • Cris

      Nossa eu passei por isso, a pior coisa do mundo são as visitas inconvenientes que não estão nem ai pra vc é só falam bobagem. Meu vê bebê está com 82 dias e eu ainda sinto muita tristeza, me dá mais ainda quando vejo que está chegando a visita chata.

  2. juliana

    Olá!!! Sou Juliana, tenho 27 anos, mãe de primeira viagem da Heloísa de 1 aninho. Gostaria de compartilhar minha experiência… Minha gravidez não foi planejada porém muitooo desejada quando veio o positivo! A gestação com algumas intercorrências, mas no fim deu tudo certo. Quando minha filha nasceu, eu só chorava na maternidade, dei ‘piti’ porque não conseguia amamenta -lá, entrava em desespero só de imaginar ficar sozinha com ela. Já em casa também, ao entardecer eu choravaaa sem nenhum motivo, sentia culpa, muita culpa de não estar dando o melhor de mim pra minha filha e o porque estava tão triste num momento mais esperado das nossas vidas, piorava pq doía demais amamenta -lá e ela chorava de fome, acordava várias vezes na madrugada e eu tomada pela exaustão, pela recuperação horrível da minha cesárea, só pensamentos negativos e durou aproximadamente 1 mês, mas enfim tive muitaaa ajuda da minha mãe, vó, irmã e marido que perceberam que eu não estava legal e as coisas foram se acertando, graças a Deus! Hoje não sou nada sem minha filhota, descobri o sentimento mais puro de um ser humano e a amo intensamente, incondicionalmente, agradeço a Deus TDs os dias pelo presente que Ele me deu!

  3. Maria Helena

    Realmente falar com alguém que se confia sobre este assunto é a melhor coisa! Este estado de tristeza pós parto durou aproximadamente 2 meses comigo. Nós morávamos em um local afastado e eu ficava praticamente todos os dias sozinha com a Ju. Logo de início conversei com o meu esposo, e ele me ajudou muito! Chegava mais cedo, trazia sempre alguma novidade e mobilzou a família para que fizessem visitas inesperadas! Deu certo! Foi muito bom!

  4. Alessandra

    Os sintomas começaram a aparecer logo que cheguei em casa da maternidade. Sentia uma angústia, uma melancolia que não sabia explicar. Tinha vontade de chorar do nada! Me sentia presa e precisava sair de casa pra me sentir melhor! Eu achava que era a pior mãe do mundo! Como poderia estar triste justo naquele momento que era o mais esperado da minha vida? O meu filho era lindo e saudável, mas aquela angústia continuava é só piorava pois me sentia culpada por estar daquele jeito e não queria desperdiçar os momentos com o meu filho daquele jeito. Eram momentos únicos que não voltariam mais, mas era mais forte que eu. O cansaço Tbm me afetou muito, olhava pra minha cama e tinha vontade de chorar! Tudo o que eu queria era uma noite de sono. Comecei a ficar preocupada e resolvi conversar com o meu ginecologista e obstetra que fez o parto do meu filho, e foi a melhor coisa que fiz. Ele me esclareceu sobre o assunto e me aconselhou, disse para viver um dia de cada vez que tudo voltaria ao normal. É assim foi. Hoje aproveito cada momento com o meu filho que está com 2 anos e me sinto muito feliz como mãe.

  5. Ana Cristina

    Tive quase todos estes sintomas….
    Agora entendo o que me ocorreu….

  6. Alyne

    Já pesquisei muito sobre o assunto e não tinha lido um texto tão explicativo e verdadeiro sobre o baby blues. Quando minha filha nasceu ainda no hospital o choro sem motivo e o desespero de ficar sozinha com ela já me invadiram, eu morava a 400 km de distância dos meus pais e é claro que estava todo mundo presente para o nascimento da minha filha. Só que ao contrário de todos os comentários que li aqui no blog, não tive ajuda alguma do meu ex marido e muito menos de sua família, diziam que eu era louca, que era um pecado toda aquela tristeza em meio ao nascimento de uma criança perfeita e que eu era extremamente egoísta de me sentir assim. Já estava chegando o dia de minha família retornar para nossa cidade quando tomei a decisão mais corajosa de minha vida: voltei para minha casa com minha filha no colo e com minha família tão amada que sempre me deu toda ajuda e suporte. Ao pisar na minha antiga casa toda tristeza foi embora e todo aquele amor sem medidas que as pessoas me relatavam começou a surgir.
    Quando tive alta do hospital após a cesárea me deram milhões de panfletos explicativos, amostras grátis de produtos, eu fiz curso de gestante durante vários meses que o plano de saúde nos induzia a fazer e nunca ninguém tocou nesse assunto, nem sequer mencionaram essa possibilidade e eu jurei que para todos que me perguntassem que eu contaria a verdade sobre isso e graças a Deus já consegui ajudar muitas mães que passaram pelo mesmo que eu! Parabéns pela iniciativa de tocas em assuntos tão “proibidos” pela sociedade.

    • Carol

      Tive quase todos os sintomas… achava que iria passar e não passava. Tive muita dificuldade e frustração com a amamentação e tinha muito medo de dar banho no meu bebê. Quando ele completou 3 meses achei que era hora de procurar ajuda de um psiquiatra pois apesar do bebê estar dormindo quietinho eu não dormia e só chorava, achava que não dava conta do meu papel de mãe. fui diagnosticada com depressão pós parto, tive que parar de amamentar e começar a tomar tarja preta… Apesar dos percalços, tudo mudou para melhor, em 15 dias era outra pessoa e comecei a aproveitar de verdade os prazeres da maternidade! Atualmente estou grávida novamente e desde que descobri essa nova gravidez estou sem remédio algum e me sentindo muito bem. Tenho receio de ter depressão pós parto novamente, mas desta vez não esperarei 3 meses para buscar ajuda…

  7. elane

    Eu não só passei pelo baby blues como tive Depressão pós parto, mas graças a Deus a crise da DPP durou 21 dias, pois procurei um médico e me tratei com medicamentos…período difícil, maas superado com a ajuda de Deus, familia e profissional

  8. elane

    Eu não só passei pelo baby blues como tive Depressão pós parto, mas graças a Deus a crise da DPP durou 21 dias, pois procurei um médico e me tratei com medicamentos…período difícil, maas superado com a ajuda de Deus, familia e profissional.

    • elane

      Continuando…depois de vwncida a DPP ajudei outras mães que tiveram DPP, as quais me encontraram através de um depoimento completo que eixei no site baby center…hoje tenho um grupo chamado Maternidade sem frescura no whatsapp…sou de Fortaleza/Ce.. que quiser trocar experiências eh só me add..8586017524

  9. Fabi

    Minha experiência com o Baby Blues foi muito ruim! Minha gravidez foi planejada e meu filho muitíssimo desejado e não conseguia entender porque tanta tristeza. Tinha vontade de chorar o dia inteiro, perdi 10 quilos em 2 semanas porque não conseguia comer, me sentia tão exausta, culpada e infeliz que achava que jamais seria feliz novamente! Era uma tristeza inexplicável! E olha que eu contava com todo o apoio e ajuda do meu marido, minha mãe e minha irmã. Demorou, mas passou e me sinto plenamente realizada com meu príncipe que já está com quase 3 anos! Mas quando penso em dar a ele um irmãozinho e imagino a possibilidade de viver tudo isso novamente desisto imediatamente. Não estou disposta a passar por isso de novo!

  10. Josi Alves

    Nossa, eu mal sabia o que estava acontecendo comigo. Foi só chegar da maternidade, e comecei a chorar e sentir uma melancolia profunda!! Por sorte, meu marido ficou comigo o tempo todo, pesquisou na internet, e me fez entender que aquilo tudo seria apenas passageiro! Eu estava com muito medo de ser depressão pós-parto, mas graças a Deus, depois de uns 5 ou 6 dias, tudo foi melhorando, e consegui curtir o meu filhote estando 100%! Adoro o blog de vocês! Super beijo!

  11. Jessica

    Ola,
    tenho todos esses sintomas, mas minha filha já está com quase 3 meses, você acha que devo procurar um especialista?

    • Elaine

      Jessica,

      Se ainda se senti assim, procure um psicólogo, você não precisa passar por isso sozinha.

      Um grande abraço,
      Elaine

  12. grazielle

    Tbm passei por isso..é horrível… E realmente a sensação de culpa por não estar feliz só piora as coisas..estou grávida de novo e peço a Deus pra não passar mais por isso..

    • Eu não queria fotos da minha filha nas redes sociais. Não queria todo mundo me dando parabéns enquanto eu chorava sem parar. Não queria sair de casa. Foi triste… Meu marido apoiou, mas acho que nunca entendeu de verdade o que eu passei. Acho que ele pensou que eu não quisesse as fotos no Face pra preservar a nossa privacidade. Não gosto de lembrar do parto. Me afastaram da minha filha, sinto que não a protegi naquele momento. Me acho uma covarde. Até hoje tenho medo dela perto de janelas, perto de panelas, fogões. Imagino tragédias acontecendo. Não fico desesperada. Isso não me tira o sono. Mas sinto, lá no fundo, que tudo isso tem a ver com o fato de eu me achar uma covarde por não ter protegido ela dos exames desnecessários na hora do nacimento. Também sou péssima pra fazer amigos. Uma merda mesmo. Por isso resolvi vir aqui e falar isso tudo. Olha o nível de decadência! Desabafando com uma tela de celular… Mas, apesar de tudo, sou invrivelmente grata pela filha linda que eu tenho. Quando olho nos olhos dela, isso me dá forças pra continuar 🙂

  13. Lívia Leite

    Eu passei pelo Baby Blues. Foi muito difícil, especialmete porque minha mãe estava comigo e não compreendeu meu momento, me deixando ainda pior. Junto a isso, passei por muitas dificuldades nas primeiras semanas de amamentação. Se não fosse a compreensão e o apoio – em todos os aspectos, do meu marido, eu teria entrado em uma depressão mais profunda.

    Acredito que essas situações deveriam ser mais relatadas e os médicos do pré-natal deveriam expor mais o assunto, pois a informação faz toda a diferença.

    Nesse link, compartilho meu relato, pois acho fundamental o compartilhamento de experiências:http://pequenamissionaria.blogspot.com.br/2015/09/amamentacao-o-que-ninguem-me-disse.html?m=1

  14. Cátia

    A amamentação foi um pesadelo para mim durante o primeiro mês. Nunca me senti tão infeliz e inútil como naquela época, mas com o tempo foi melhorando. 🙂 Hoje tenho uma linda menina de 5 meses, continuo a amamentar e tudo corre bem. No entanto, por vezes, a tristeza ainda ataca, mas muito menos regularmente.

    • daniele

      O meu grande sonho sempre foi ser mae,quando finalmente engravidei meu marido foi embora quando estava gravida de 3 meses..quando meu bebe nasceu pensei que estava tudo resolvido, feliz da vida com o bebe.De repente, comecou a choradeira, a tristeza,nem chegar muito perto do bebe eu queria,achava ele feio,nao era do jeito que eu queria.FOI uns dias dificeis,reolvi viajar so eu e o bebe..hoje eu posso dizer que todo esse sentimento passou, hoje eu vivo pra ele,ele e o bebe mai lindo desse mundo..nao imagino minha vida sem ele…nao faco nada sem ele,,,meu tudo minha vida.

  15. Isabel

    Bem, no meu caso eu consegui amamentar, consegui cuidar de minha bebê, tive sempre muito apoio de meu esposo. Mas havia uma tristeza e uma sensação de impotência, sem saber qual seria minha nova rotina, a que horas eu deveria acordar e dar banho nela, a que horas iria me alimentar… Acabava dormindo demais. O quarto escuro, mal via o sol… Daí fiquei com medo de que isso se tornasse depressão… Passei a sair mais no sol, a fazer as coisas no meu novo ritmo, continuei tendo apoio da família… E assim eu consegui dominar esse sentimento, graças a Deus.

  16. Cátia

    Olá. Tenho 38 anos e sou mãe de 2 lindas meninas uma com 3 anos e meio, outra com 17 meses.

    Nas aulas de preparação para o parto da minha primeira filha, um psicólogo falou do blues pós parto e eu achei que estava preparada, mas a teoria é muito diferente da prática.

    Quando o bebé nasce há um grande desequilibro hormonal e isso é que está na origem de todos os sentimentos depressivos. Ao fim de mais ou menos um mês, as hormonas ficam equilibradas e tudo tende a regressar à “normalidade”.

    Ainda estava no hospital com a minha filha e já só me apetecia chorar. Por me sentir assim, achei que não iria ser boa mãe, que afinal não deveria ter filhos porque só lhes iria fazer mal com tanta tristeza, achava que a minha vida iria ser aquele tristeza dali para a frente. E aquele ser lindo que eu tinha escolhido ter, não tinha culpa nenhuma de ter uma mãe “avariada”. Partilhei esses sentimentos logo de início com o meu marido e com a família mais próxima. Sinto que fiz muito bem em partilhar com o meu marido, porque ficamos muito ligados e apoiou-me imenso, mas perante a família passei a ser uma mãe insegura, arrependida e inexperiente.
    Foi terrível mentir quando as pessoas me perguntavam como me sentia! Tinha vergonha de dizer que estava a detestar ser mãe, apesar da criança mamar lindamente, ser perfeitinha, dormir muito bem. Parecia ingrata, afinal estava a ser a situação perfeita, mas eu estava triste e a querer voltar atrás. Nunca ouvi histórias dessas enquanto estava grávida. Não conhecia ninguém que me tivesse dito que o primeiro mês de vida do filho foi o pior mês da sua vida. Quando passei por isto percebi que uma grande parte de nós mente porque senão somos rotuladas como anormais, ingratas e má mães.

    Acho que mulher nenhuma deve passar por isto sozinha porque trata-se de algo que faz parte de toda a experiência do nascimento de um bebé que deve ser partilhado pelos progenitores. Se o pai não souber lidar com isto, o defeito é dele.

    Da minha segunda filha já estava preparada para o negativismo e um mês inteiro de momentos negros e depressivos. Felizmente não aconteceu e tudo foi muito mais fácil. Consegui usufruir muito mais do nascimento e primeiros meses da segunda filha que da primeira, em grande parte pelo blues pós parto

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