Como agir com aquelas vontades da criança que a fazem se sentir inserida em um grupo

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Educação - Psicologia - Relacionamentos27/09/16 By: Orientace
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Olá!

Todos nós (ou a maioria), quando éramos crianças, tínhamos objetos de desejo. Para mim, uma das coisas que eu mais desejava quando tinha por volta de 10 anos de idade, era um tênis da Nike roxo e rosa. Eu achava maravilhoso! Mas, nunca o tive, rsss…

Atualmente, parece que estas situações estão cada vez mais presentes no universo infantil e nós, pais e mães, muitas vezes não sabemos lidar com elas.

Para ajudar com esse desafio, as nossas colaboradoras da Orientace Pedagogia escreveram algumas estratégias para lidar com esta fase.

Confiram!

 

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Como conviver com aquelas vontades de criança que a fazem se sentir inserida em um grupo - Just Real Moms

 

Assim que nossos filhos crescem um pouquinho e começam a ampliar o convívio social, seja na escola, no clube ou no condomínio, seus primeiros laços de amizade com pessoas fora da família são criados.

É comum, por volta dos três anos de idade, já começarem a comentar com seus pais, avós ou tios sobre amigos prediletos.

No início os comentários podem ser sobre o que e como brincaram, se aconteceu algo que não foi apreciado pelo pequeno…

Contudo, no desenrolar do crescimento podem ocorrer comparações entre ele e o amigo e também pedidos para ter algo que seu amigo possui. Tal solicitação pode variar entre querer o mesmo tênis, brinquedo, roupas parecidas ou o mesmo tipo de festa em seu aniversário.

Nesses momentos nós, pais e mães, muitas vezes nos sentimos perdidos e com muitas dúvidas sobre como reagir frente a essas solicitações…

Primeiramente, cabe salientar três pontos importantes, que partem da visão da criança:

– A imitação é uma forma de se relacionar usada pelos pequenos.

– A sociedade impõe certas necessidades. Nossos filhos, com tão pouca idade, não conseguem perceber com clareza que todos nós somos diferentes uns dos outros. Portanto, não entendem ainda que ter certas coisas não os fazem melhores ou piores.

– Ter um determinado objeto gera facilidade para ser inserido e aceito em determinados grupos sociais.

Então, o que fazer?

Ceder a todos os caprichos, afinal, não quero ser responsável pelas frustrações dos meus filhos?

Não!!

O papel da família é administrar e brecar esse desejo de consumo usado como forma de se sobressair…

Você pode, sem dúvida, comprar um álbum de figurinhas ou cards para seu filho colecionar e se socializar por meio da troca. Mas sem exagero, ok?

Vão aí algumas dicas. Esperamos que ajudem!

1) Dar o exemplo, mostrando que nós, pais e familiares, somos diferentes uns dos outros.

2) Conscientizar sobre o que é de fato relevante. Apresentar desde cedo valores, como solidariedade, respeito, amizade, tolerância, confiança… Os pequenos podem ainda não saber nomear esse tipo de comportamento, mas certamente se espelharão em nós.

3) Deixar claro quando e porque comprar. O ato de fazer uma compra para a criança cada vez que vamos ao shopping tornou-se totalmente banal e sem significado.

4) Não adianta discursar longamente para as crianças contra o consumismo desenfreado. É mais eficaz ser breve nas palavras e firme nas ações. Se não concorda, não vê nenhum tipo de ganho para a criança, diga o que pensa e simplesmente não faça a vontade dela. Você é o adulto, é você quem decide e sabe o que é melhor para seu filho.

5) Você pode ser flexível em algumas ocasiões. Por exemplo: seu filho está precisando de um tênis novo e ele quer um igual ao do amigo, ok. Se está numa faixa de preço aceitável e esta despesa já está programada no orçamento, por que não comprar igual? Sim, compre, mas deixe bem claro que houve uma necessidade real (sapato novo) e que nessa ocasião foi possível ser igual, mas que você não garante que sempre será assim.

6) Não faça comparações entre as crianças e nem incentive seu filho a competir com os colegas… Trocar cards e figurinhas é muito mais divertido e saudável do que ter um álbum cheio deles, mas sem qualquer sabor de conquista…

 

É importante falarmos sobre isso agora, pois na adolescência esse tipo de comportamento se acentua e a necessidade de aprovação entre eles é muito mais forte.

Cuidemos de nossos pequenos, ensinando o quão fundamental é o SER e não o TER.

 

Como conviver com aquelas vontades de criança que a fazem se sentir inserida em um grupo - Just Real Moms

 

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