Slow Parenting: a proposta dos “pais sem pressa”

De Mãe para Mãe - Desenvolvimento - Psicologia15/09/18 By: Ana Lú Gerodetti
(4) Comentários

 

Oi, meninas!

Tudo bem?

Vocês já ouviram falar na proposta “Slow Parenting” (ou “pais sem pressas”, em tradução livre)? É uma forma de educar os pequenos sem a agitação e correria dos tempos modernos, basicamente desacelerando a agenda dos pais para desacelerar a agenda dos filhos.

Passeando pelo site Up To Kids, encontrei um texto que explica detalhadamente esse meio de deixar a agenda das crianças um pouco menos lotada – pontuando os benefícios que isso pode trazer a toda família e dando dicas de como fazê-lo.

Confiram!

 


 

Slow Parenting: a proposta dos "pais sem pressa"

 

Sai do colégio direto para a natação, da natação direto para o balet, do ballet para o curso de música, pintura, inglês etc. Chega o fim de semana e vai para várias festinhas de aniversário. A agenda dos seus filhos vai deixar você louca! Você sente que precisa se acalmar… Já ouviu falar em “Slow Parenting”?

O movimento “Slow Parenting”, em português “Pais Sem Pressa”, começou nos Estados Unidos e, muito resumidamente, significa desacelerar a rotina dos pais para desacelerar a dos filhos.

Vivemos num mundo tão apressado que muitas vezes sentimos ansiedade para estimular e preparar nossos filhos para serem os melhores em tudo. E há ainda a corrida materna (de loucos!) a qual somos diariamente bombardeadas com perguntas de outras mães, como: “O seu filho ainda não anda? Ahh, não? O meu com essa idade já corria!”. Mas qual é a vantagem disso? Para que acelerar o desenvolvimento dos nossos filhos? Será que eles estão felizes?

Claro que achamos que devemos estimulá-los, mas tudo deve ser feito com peso e medida, sem querer antecipar fases e, acima de tudo, sem os pressionar desnecessariamente. Há de se respeitar o tempo de cada criança, encontrar o equilíbrio entre as atividades e o que realmente faz com que os nossos filhos sejam crianças felizes – e é exatamente isso que o movimento “Slow Parenting” defende. Uma melhor qualidade de vida.

Os bebês precisam ser bebês e as crianças, precisam ser crianças. Nós, pais, precisamos entender isso para desacelerar e nos conscientizarmos de que não temos de ficar o tempo todo inventando brincadeiras e atividades para estimulá-los. Um ritmo demasiado acelerado pode trazer sérios problemas emocionais para os nossos filhos.

Chegou o momento de pararmos e repensarmos o nosso dia a dia. Temos que começar a valorizar os pequenos prazeres da vida, como os passeios de bicicleta, as idas ao parque infantil e o cinema no sofá. Vamos relaxar, ser felizes e deixar que eles aproveitem a infância de forma equilibrada, sem exigências nem obrigações. Concordam?

E lembrem-se: nenhuma atividade é mais importante do que estar em família!

Confiram os 10 princípios do movimento “Slow Parenting” para reflexão:

1 – Menos Gadgets, mais tempo em família

Desligue todo tipo de tecnologia por pelo menos 1 hora por dia (mais é ainda melhor) – incluindo a dos pais!

 

2 – Novas amizades

Deixe os pequenos relacionarem-se com outras crianças. O círculo social dos filhos precisa ser maior do que apenas o círculo familiar. Não tente ser o melhor amigo dos seus filhos: os melhores amigos deles têm que ser outras crianças!

 

3- Saber ouvir e saber observar

Aprenda a perceber os sinais dos seus filhos – quando estão felizes com o que fazem ou quando estão esgotados por terem uma agenda extra preenchida. Ouça-os com atenção. Afinal, o objetivo é que sejam felizes, certo?

 

4- Papel de pais

As atividades extracurriculares são importantes, pois ajudam a trabalhar a mente e o corpo, mas quando são exaustivas tornam-se prejudiciais. A melhor escola é a sua casa, e os melhores professores somos nós, pais. Assuma a importância do seu papel.

 

5- Brincar e brincar até cansar

O dever (e direito) de uma criança é brincar. Crie tempo e espaço para a brincadeira quer seja individual, com a família ou com amigos no parque.

 

6- Sem compromissos

Crianças até aos cinco anos não precisam de uma série de atividades programadas. Podem e devem fazer o que gostam e aprender de forma espontânea.

 

7 – Limites

É importante saber quando e como dizer “não”. Estabeleça limites!

 

8 – Menos é mais

A criatividade e a curiosidade pela aprendizagem, muitas vezes, nascem do tédio.

 

9 – Pratique o mindfulness

Aprenda a cultivar espaços silenciosos durante o dia e encontre tempo para esvaziar a mente.

 

10 – Dê tempo aos seus filhos

Cada criança tem o seu ritmo. Não apresse o desenvolvimento dos seus filhos. Não queira que sejam crescidos. Se acha que a fase em que se encontram dá muito trabalho, não queira imaginar como será a fase a seguir. Aproveite cada momento, porque todos eles são únicos, e, um dia, quando você perceber, todas estas fases já passaram e eles se tornaram adultos. Você vai sentir que o tempo passou voando e que daria tudo para ter mais uns minutos de brincadeira, de mimos e de palhaçadas.

Agora é o momento. Acalme-se, faça uma pausa e aproveite!

Fonte: Up To Kids

E aí, moms? Alguma de vocês já pratica o “Slow Parenting”? O que acham dele?

 

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4 Comentários:Slow Parenting: a proposta dos “pais sem pressa”
  1. Giselle

    Gostei muito do texto! Hoje com tantas opções de cursos e diversões, é preciso que nós pais reflitamos se é realmente importante a inclusão de determinada atividade na rotina da família.

  2. Betti Epelbaum

    Sou professora há mais de 50 anos.

    Nunca vi crianças tão angustiadas e ansiosas como hoje em dia. não desligam um minuto. nâo conseguem ficar sentadas sem se agitar, balançar a cadeira, ter algum objeto na mão para mexer, virar ou jogar ao alto. Naõ escutam o que é falado; interrompem sempre querendo saber informações de forma adiantada e individual.
    Não entendem o que é dito pois o cérebro está acelerado e não consegue registrar as informações.e muito mais…Vivem com dores no corpo e na alma…
    Acho muito importante os pais começarem a se conscientizar do mal que a vida agitada está causando a si e aos filhos.

  3. MARIA DAS NEVES FERREIRA

    Oxalá! como quero que todos os pais tenham mais tempos para seus filhos .. desacelerar é fundamental, Ser Pai, ser Mãe em tempos atuais é desafiador, mas é necessário. Acredito ser o caminho para a diminuição da violência.

  4. Adelina

    Concordo plenamente, que as crianças não têm necessidade de atividades estruturadas pelos adultos até à entrada no 1º ciclo, nem nos tempos livres. Apenas deveriam ser disponibilizados materiais variados que permitissem à criança fazer aprendizagem de forma espontânea e de acordo com os seus interesses. Aprender brincando é a forma mais saudável e eficaz de crescer, evoluir, de desenvolver as próprias competências e capacidades.
    O MEU SONHO sempre foi ter um espaço onde as crianças pudessem ficar enquanto os pais trabalham, mas sem o rotulo de jardim de infância à semelhança daqueles que todos conhecemos e onde as crianças não estão a desenvolver todas as suas competências e não são felizes.
    A maioria dos pais não aceitam a hipótese de ter os filhos num local onde não façam muitos trabalhos (muitas vezes feitos mais pela educadora do que por eles) que colocam numa pasta para serem mostrados aos pais no final de cada período. Acreditam que é o melhor para os filhos.
    Eu acredito que as crianças estão a ser impedidas de mostrar o seu melhor porque têm que ser o que lhes impõem e não podem ser elas próprias.
    As crianças aprendem tão rápido se as deixarem.
    Ainda bem que há pais, movimentos, importados com a felicidade das crianças, do mundo, do futuro. Ainda bem que há quem tenha percebido que se aprende mais, com tranquilidade e seguindo os interesses próprios.
    O SER HUMANO NASCE COM CAPACIDADES ÚNICAS que se lhe for permitido é capaz de desenvolver naturalmente, apenas com estímulos que saberá sempre encontrar ainda que nem sempre em linha reta.

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