Papos e práticas

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Relacionamentos05/06/18 By: Ana Lú Gerodetti
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Olá, meninas!

Tudo bem?

Hoje, trouxemos mais um post das colunistas Cynthia e Carina. No mês passado, elas escreveram um texto incrível sobre as figurinhas da Copa do Mundo e o que elas podem fazer pelos pequenos.

Agora, as duas nos enviaram um post super bacana sobre formas de conversar com os pequenos e como tornar o diálogo uma prática recorrente em casa.

Cinthya é mãe da Sophia, de 8 anos, e a Carina é mãe do Henrique, de 8, e da Maria, que tem 6. Além de amigas, elas são sócias de um negócio que trabalha a gestão de relacionamentos (Burithi), onde procuram mediar conflitos através da conversa e do diálogo.

Confiram o texto!

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Papos e Práticas

“Como falar para o seu filho ouvir e como ouvir para o seu filho falar” esse é o título do livro escrito por Adele Faber e Elaine Mazlish.

Antes de mais nada, devemos dizer que é um livro incrível (#ficadica)! Muito bacana para leitura dos pais e mães de plantão!!!

Nós da Burithi já lemos algumas vezes e sempre encontramos dicas interessantes que nos ajudam a solucionar qualquer tipo de conflito e não apenas os relacionados diretamente a pais e filhos. São conceitos que podem ser usados na convivência familiar, nas escolas, nas relações comerciais e também em grandes negociações.

Resolvemos abordar 3 pontos que acreditamos serem interessantes para trabalhar com nossos filhos e que podem ajudá-los a solucionar diversas questões ao longo de suas vidas.

 

  • Cuidar dos sentimentos

Isso significa que devemos evitar desconsiderar o sentimento de uma criança, pois ela acaba se sentindo confusa e irritada, transformando a situação em discussão. Dizemos, então, que nossos filhos são manhosos ou birrentos…

Na verdade, o que acaba acontecendo é que em alguns casos estamos deixando de reconhecer os sentimentos dos pequenos e isso pode levar à falta de compreensão das próprias emoções e a uma eventual ausência de autoconfiança.

Se, por outro lado, reconhecemos seus sentimentos (o que não significa concordar), a criança passa a ter consciência de suas emoções, fazendo com que sua autoconfiança aumente e ela passe a ter segurança para buscar soluções de maneira mais autônoma e proveitosa.

 

  • Ensinar consequências

O castigo é quase sempre uma alternativa que os pais adotam quando já tentaram de tudo e mesmo assim as crianças continuam os ignorando ou mesmo desafiando.

O que não temos consciência é de que quando castigamos uma criança, estamos impedindo que ela passe por um processo interno muito importante que é o de enfrentar o seu próprio mau comportamento.

Como alternativa ao castigo, a proposta é que pais e filhos cheguem juntos a uma resolução do problema, negociando as consequências da atitude em questão com a criançada.

Para isso, primeiro é preciso ter uma conversa aberta onde cada um possa expressar seus sentimentos e suas necessidades com relação à atitude do outro. Depois, a sugestão é de que pensem em alguma solução que seja satisfatória para ambos. Por fim, o olhar deve voltar-se ao futuro, para que decidam em conjunto qual será a atitude de cada um caso a situação volte a se repetir.

Trata-se de uma proposta bastante complexa, mas capaz de trazer grandes benefícios a longo prazo!

O ganho se reflete na capacitação da criança em entender que suas atitudes terão ressonância na relação. Nesse caso, a natureza de punição do castigo ganha roupa nova, passando a ter característica de aprendizado sobre as responsabilidades. A criança passa a entender que toda ação tem uma consequência.

 

  • Garantia da autonomia

 

Apesar do grande esforço envolvido neste tópico, acreditamos que os filhos são seres humanos únicos com diferentes temperamentos, diferentes gostos, diferentes sentimentos, diferentes desejos, diferentes sonhos e efetivamente, diferentes de nós

Quando tomamos a real consciência disso passamos a ser capazes de separá-los de nós; abrimos oportunidades de fazerem as coisas por eles mesmos e a terem o direito de escolha. Deixamos que eles lutem com seus próprios problemas, para que aprendam com os erros e comecem a incrível jornada de se tornarem pessoas mais seguras e felizes!

 

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