Obrigar meu filho a beijar ou abraçar alguém pode ser perigoso?

De Mãe para Mãe - Educação - Psicologia - Relacionamentos16/07/17 By: Juliana Freire
(21) Comentários

 

Olá, moms!

Um exercício constante que tento fazer com meus filhos é mostrar a importância de cumprimentar todas as pessoas quando chegamos em algum lugar. Peço para eles dizerem “Oi, tudo bem?” e dar um beijinho em cada pessoa que já está no local. Não é uma tarefa fácil e confesso que muitas vezes passo vergonha, mas sempre insisto e sinto que eles têm aprendido.

Muitas vezes, podemos forçar um pouco e fazer com que nossos filhos deem um abraço ou beijo em alguém, principalmente quando se trata de algum parente, pois ele pode se sentir ofendido caso a criança não queira se aproximar. Mas será que isso é bom para os pequenos? Que mensagem isso passa?

Foi com essa dúvida na cabeça que encontrei um texto muito interessante no site da Popsugar e decidi traduzi-lo para colocar aqui no blog. Achei o texto muito esclarecedor e curioso, porque ele me fez refletir sobre algumas coisas que eu nunca tinha pensado!

Afinal de contas, obrigar meu filho a beijar ou abraçar alguém, pode ser perigoso? O texto trata de um assunto bem delicado, mas que merece toda a atenção!

Confiram!

 

Obrigar meu filho a demonstrar afeto pode ser perigoso?
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Como estamos chegando na época de férias e visitas de avós, tias, tios e primos, existe uma situação um pouco embaraçosa que acontece em muitas famílias e deixa alguns pais sem saber como devem agir. Estamos falando sobre parentes que esperam abraços e beijos dos pequenos – mesmo que as crianças não queiram demonstrar afeto.

Para agradar esses familiares, muitas vezes acabamos forçando nossos filhos a fazer esse contato físico que os incomodam. Mas isso é correto? O que estamos ensinando a eles em relação aos limites de seus próprios corpos quando fazemos isso?

Como não repassar ensinamentos errados?

Um artigo da CNN entitulado “Eu não sou dona do corpo do meu filho” (aqui, em inglês), que explora essas questões é o sobre o que vamos falar. A autora, Katia Hetter, diz que “forçar crianças a tocar pessoas que elas não querem pode deixá-los vulneráveis a abusos sexuais, já que existem muitos casos em que o agressor é algum conhecido da família.”

Uma das leitoras do Popsugar, Lisa E., compartilha sua experiência ao ensinar o seu filho a respeitar sua zona de conforto e limites físicos: “Os limites que estamos ensinando ao nosso filho são de acreditar em seus próprios sentimentos e instintos. Ele nos diz sempre que está se sentindo desconfortável com a proximidade de alguma pessoa (geralmente ele sussurra para não ofender a pessoa em questão). Ele nunca precisa ser forçado a tocar em alguém caso ele se sinta desconfortável – sendo família ou não. Eu nunca o forcarei a beijar ninguém – mesmo que seja uma tia-avó que está nos visitando e ele não se sentir à vontade. Os beijos e abraços são dele, devem ser espontâneos, e não forçados.”

Katia Hetter também pontua que forçar as crianças a serem afetivas quando não querem pode impactar sua sexualidade durante a adolescência, porque os ensina a usar o corpo para agradar alguém, ou alguém autoritário.”

 

Como lidar com os parentes magoados?

Crianças muitas vezes testam nossa paciência quando se recusam a fazer coisas que eles têm que fazer de qualquer maneira, como tomar banho, comer, dormir, comportar-se. Entretanto, recusar afeto não deve ser considerado mau comportamento ou má educação. Kattia Hetter explica que crianças podem (e devem) ser educadas e respeitosas enquanto respeitamos seus limites pessoais: “modos – tratar pessoas com cuidado e respeito – é diferente do que exigir demonstrações físicas de afeto.”

Uma boa maneira de começar é explicando aos seus parentes sobre suas “políticas”. Adultos, mesmo parentes próximos, devem respeitar as suas decisões. Hetter diz que mesmo que possa ser trabalhoso, isso pode ensiná-los a apreciar mais demonstrações espontâneas de afeto.

Caso o pequeno não se sinta confortável em abraçar ou beijar um estranho de início, os pais podem sugerir algo menos íntimo, como um aperto de mãos ou um “high-five”.

Interessante né?

 

Fonte: Popsugar

 

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21 Comentários:Obrigar meu filho a beijar ou abraçar alguém pode ser perigoso?
  1. Mariléia

    Essa materia é de grande importância pq vivo isso com meus filhos. eles não gostam de ficar abraçando e muitas pessoas acham ruim. uma vez um deles começou a chutar um de nossos amigos por causa disso. Não queria abraçar e o nosso amigo insistia. Eu como mãe disse logo vc sabe q ele não gosta de apartamento. Parabéns!

    • Mariléia

      Agarramento

  2. Milena Barcellos

    Meninas, acho este tema bem interessante. Mas vamos lembrar que para tudo existem 2 (ou mais) visões. Sim, por um lado podemos “forçar” algo indesejado em nossos filhos. Por outro lado podemos estar deixando de dar aquela educação que não existe mais hoje em dia. A educação de berço. Cumprimentar alguém ao chegar em um local é o ato mais educado em um ambiente de trabalho, por exemplo. Ou cumprimentar uma faxineira que limpou o local onde você estuda, é de ótimo tom. Se nós não mostrarmos para eles como funciona, quem o fará? Observação e atenção, para mim, é a chave desse balanço! Parabéns pelo artigo. Um beijo,

    • Ariane

      Acho super valido! Não devemos forçar uma criança a beijar ou abraçar alguém que ela não queira e isso não é se omitir à falta de educação do filho. É respeita-lo quanto às suas escolhas a quem manter um contato mais íntimo. Devemos sim ensina-los a serem cordiais e cumprimentar a todos, mas sem forçar um contato físico desnecessário.

    • Christiane

      Concordo com vc. É mais fácil criar “bichinhos do mato” do que dar uma educação que não nos envergonhe. Essa da muito mais trabalho.

    • Ray do Vale

      Finalmente alguém escreve sobre esse tema! Nunca obriguei meus filhos a darem beijos e abraços a quem não desejam dar. Cumprimentar, tratar com respeito é uma coisa, obrigar expressões físicas de afeto não sentido, e violência psicológica.

    • Antonietta

      Mas em nenhum momento o artigo diz que não devemos ensinar nossos filhos a serem respeitosos e educados com os outros. A autora é bem clara ao afirmar que devemos som ensinar isso a nossos filhos sem forçá-los a demonstrações FÍSICAS de afeto.

    • Michele

      Super concordo com vc!!!! A questão não e forçar nada….e dar exemplo do que e certo e ensinar os pequenos!!!! Deus nos abencoe e nos ajude na nossa missão….pq não e nada facil!!!!!

    • Endy

      Bom dia Milena! Como você acredito que as crianças devam ser ensinadas a comprimentar as pessoas quando chegam em um local e dizer thau quando saem, mas isso não precisa significar beijar e abraçar todo mundo, porque isso nem nos fazemos. Você abraça e beija todo mundo do seu ambiente de trabalho? Os mais e menos íntimos? Provavelmente não. Sendo assim, eu entendo que com a criança deva ser da mesma forma, ela deve comprimentar a todos, mas abraçar e beijar quem ela se sentir avontade, quem for íntimo da criança e não dos pais. Hoje sou adulta com uma filha pequena, mas me lembro muito bem oquanto eu odiava ter q dar beijos em abraços em pessoas não muito íntimas somente porque minha mãe mandava.

    • Amanda

      Mas podemos ser atenciosos sem c ontato físico. Um bom dia, obrigado, oi, tudo bem? Valem mais do que um abraço forçado. Antigamente nao existia tanto beijo e abraço. As pessoas se cumprimentavam e isso bastava. Eu particularmente sou adversa a contato a esse tipo de contato

    • Luiza

      Olá! Sou mamae de uma menina e sei que o assunto é delicado. O cumprimentar a todos, despedir-se ao deixar um ambiente, pedir licença e desculpas sempre é educação; isso damos o exemplo e ensinamos. O texto fala de demonstrações físicas de afeto; isso faz bem para nós pais, pois nossos filhos passam a ser conhecidos como ” queridos” ” educadinhos” mas temos q desconstruir isso pois agrada aos adultos e nunca a criança.estamos ensinando implicitamente as criancas a querer agradar ao outro sem considerar suas vontades; e sabemos o quanto sofre adultos que só pensam e consideram os outros anulando-se. Se partir expontaneamente deles a atitude, não há problema algum.

  3. VALÉRIA

    Não concordo,jamais ensinar uma criança a ser gentil e educada,vai acarretar tantos distúrbios assim!! Acho absurdo,cumprimentar naturalmente ,faz bem a qualquer um.O mundo caminha para frieza, quando vemos esses argumentos maldosos fico boba,da ignorância….Tudo cabe no educar ,cumprimentar, respeitar…….Essas mentes me dão pena!! Tudo colocam a maldade….Vamos criar crianças felizes,que podem expressar o seu carinho com amor e naturalidade!!!

  4. Rosi

    Muito interessante o texto, isto acontece comigo, detesto cumprimentar pessoas que não conheço com beijinho no rosto, só me sinto a vontade depois de um certo tempo, mas cobro muito isto do meu filho e achei que tem muito sentido no que foi dito aqui, é claro que tem que ser educado e fazer o cumprimento a todos, mas agora se não quiser dar beijinho mais esta liberado.

  5. Zi

    Boa tarde!!!
    Adorei o tema abordado. Ensino meus filhos a cumprimentarem as pessoas, porem insisto a eles que, mesmo que não queiram beijar, ou abraçar, um simples Oi, já eh, ao meu ver, uma forma educada de receber ou encontrar as pessoas. Minha filha tem 3 anos, e sempreeeee me deixa brecha para abordar esse assunto…rsrs… Mas, cultuo o exemplo como maior ensinamento. e como eu e meu marido sempre cumprimentamos pessoas no elevador, da faxina, do caixa do mercado…enfim… creio que isso ira refletir na educação para a vida. E qto a matéria, precisa de mais referencias e estudos para, ao meu ver ser uma verdade, apesar de fazer sentido.

  6. Roberta

    Acho importante garantir que a criança sempre cumprimente todos no local, mas não necessariamente com contato físico. Um “Bom Dia”, “Oi, tudo bem”e mesmo um cumprimento de mão como o texto diz já deve ser suficiente para respeito e educação.

  7. Allamo

    Olha só que interessante!

  8. Rafaela

    A melhor educação é mostrar como se faz e não forçar a barra com os pequenos. As atitudes dos pais são os exemplos que eles seguem.. Então faça o modo certo que logo logo eles vão começar a repetir isso. Um exemplo: sua filha quer pegar seus sapatos e maquiagens pq vc usa ela também quer. Pequenos exemplos, grandes memórias, gigantes aprendizes….

  9. José Carlos Moreira

    Tenho 2 netos maravilhosos, educados da mesma forma com muito amor. Um menino de 11 anos e uma menina de 9. Enquanto a menina manifesta, espontaneamente, diversas formas de carinho, o menino é, nesse sentido, muito retraído e apresenta uma enorme dificuldade em beijar e abraçar as pessoas queridas do seu relacionamento do dia-a-dia (mamãe, papai, avós). Quando lhe pergunto qual o motivo,ele responde que não sabe o porquê desta sua atitude. Minhas dúvidas são: a)esta resistência em manifestar carinho por pessoas que ele declara gostar muito pode ser sintoma de alguma anormalidade que possa se traduzir em agressividade exacerbada no futuro?; b) Este comportamento pode desaparecer naturalmente com o tempo?; c) Pode ser superado com apoio de psicólogo?

  10. TSUTOMU KOGA

    ATÉ A DÉCADA DE 80, ENTRE NÓS, NÃO HAVIA COSTUME DE ABRAÇAR E BEIJAR PESSOAS MESMO SENDO FAMILIARES. HOJE É COMUM.
    ALGUNS POVOS COMO ASÍÁTICOS, ALEMÃES(TALVEZ) NÃO USAM DESTE EXPEDIENTE; CUMPRIMENTAM SIMPLESMENTE COM APERTO DE MÃOS, SATISFEITOS SEM CONSTRANGIMENTO.
    O ASSUNTO DÁ UMA BELA DISCUSSÃO.

  11. Rosa

    Interessantíssimo. Amei. faz sentido. porque mesmo depois da criança entender a importância de saudar as pessoas, não irá fazê-lo para todos, continuará tendo excepções.Portanto há necessidade de respeitar de facto seus instintos,afecto espontâneo,etc…

  12. Vera Natal

    Fantástica essa matéria, eu estava procurando algo parecido com isso mesmo. Caiu como uma luva, perfeito. Obrigada de coração !! Detalhe ¨eu sou a avó ¨ mas estava procurando uma matéria assim para que minha filha lesse. Abs !!

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