É hora de parar com a prática abusiva de menosprezar os sentimentos das crianças

De Mãe para Mãe - Somos todas iguais06/09/17 By: Ana Lú Gerodetti
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Olá, meninas!

Tudo bem?

No texto de hoje, uma mãe faz um relato sobre uma cena em que viu uma mãe humilhar sua filha por ela estar fazendo birra.

A autora aborda uma questão bem importante dentro do mundo materno: o menosprezo de algumas pessoas com os sentimentos dos pequenos.

Confiram!

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É hora de parar com a prática abusiva de menosprezar os sentimentos das crianças

 

Era um momento normal e rotineiro em um centro comercial movimentado. Compradores implorando por pequenos descontos, pegando mantimentos de última hora e mais algumas coisinhas que não estavam no orçamento planejado para gastar naquele dia.

Uma menininha estava tendo um ataque de código vermelho, porque seu lanche havia caído no carrinho e acabou indo parar no chão.

Você nunca viu uma criança sofrendo tão profundamente assim pela queda de uma barrinha de cereais.

Ela estava achando que sua vida dependia da última mordida na barra de cereais. Quando percebeu que a batalha estava realmente perdida, uma birra vulcânica entrou em erupção. Ela estava soluçando, esperneando, respirando com dificuldade.

Eu pensei que ela iria vomitar, na verdade. Foi impressionante! Os compradores passaram pelo corredor logo quando a crise estava em seu ápice e, é claro, e alguns fizeram uma pausa em seus trajetos para oferecer apoio à mãe que lidava com aquela confusão repentina.

Porque esta é a vida de uma mãe, meninas. Nós não estamos sozinhas nisso!

Mas então aconteceu! A mulher bateu sua bolsa no carrinho, abriu a boca para dar um grito e começou a repreender a menina aos berros, no meio da loja.

“Você percebe que todo mundo está olhando para você? Você quer saber porquê? Eles estão olhando porque você está agindo como uma bebê infantil! Tá feliz com isso, querida? Buá! Buá! Você quer que eu troque suas fraldas também?!”.

Ela chutou a barrinha quebrada para debaixo das prateleiras e apontou o dedo para o rosto da criança.

“Pare de chorar neste minuto e aja como uma menina crescida! Agora!”

A menina se acalmou imediatamente, mas as lágrimas continuaram descendo por suas bochechas enquanto sua respiração continuava descompassada, tentando acalmar as emoções histéricas que se espalhavam dentro dela. Seus grandes olhos castanhos olhavam para os seus tênis de velcro. Ela foi humilhada.

“Tudo isso por causa de uma barrinha de cereais!”, a mulher sorriu e empurrou o carrinho rapidamente.

Antes de tudo, quero afirmar que não sou uma mãe perfeita. Perco o meu temperamento, tomo decisões equivocadas e regularmente peço desculpas aos meus filhos por falar algo que não queria ou devia. Eu já agi como aquela mulher antes.

Mas também estive no lugar da menininha com tênis de velcro rosa brilhante, com o peso da humilhação e da vergonha pressionando meus ombros.

Porque essa criança era eu.

Essa mulher? Ela era minha babá.

E há uma razão pela qual estou compartilhando isso com vocês hoje.

Eu percebo que quando se trata de disciplina, os pais têm que determinar o que funciona para seus filhos. E todos temos momentos em que perdemos a cabeça, mesmo em público, apesar das nossas filosofias parentais.

Mas há uma coisa que nunca funcionará, nunca deve ser considerada aceitável e nunca merecerá um aceno de aprovação desta mãe aqui.

E essa é a repreensão e a o descaso com as crianças por expressarem suas emoções.

Ser mãe/pai é um trabalho árduo. É difícil manter vários pequenos seres humanos seguros e em crescimento, emocional e físico, ao mesmo tempo que cuidamos de nós mesmos e de toda a família. Mas você sabe o que mais é mais difícil ainda? Ser uma criança.

Sentir uma tempestade de emoções dentro do seu pequeno cérebro, fora de controle, e ainda não ter a capacidade de gerenciá-la.

Como adultos, é nosso trabalho ensinar aos nossos filhos essas habilidades. Como adultos, é nossa responsabilidade manter a calma quando a tempestade rola e pacientemente guiar aquelas pequenas almas durante as águas agitadas.

Ninguém mais criará nossos filhos para serem adultos emocionalmente estáveis ​​e seguros de si. Isso é o nosso trabalho. Ninguém mais vai ensinar nossos filhos a navegarem naquelas marés de sentimentos. Isso também é parte do nosso trabalho.

Eu entendo – os cérebros das crianças são lugares tempestuosos. Eles não têm controle sobre o que afeta quimicamente seus corpos e mudam suas emoções com rapidez. Eles estão crescendo e se desenvolvendo a cada dia. Muitas vezes, isso pode apresentar cenários frustrantes (e embaraçosos) para pais e cuidadores.

Mas o que as crianças precisam dos adultos, durante esses tempos, não é vergonha! Nunca é vergonha, mas a validação de que o que sentem é real. Eles não precisam ser repreendidos por sua incapacidade temporária de canalizar esses sentimentos. Eles precisam de empatia e orientação sobre maneiras saudáveis ​​de lidar com eles.

Agora, estou dizendo que é aceitável que uma criança dê ataques por causa de uma barrinha de cereais caída, como um adulto que perdeu um membro da família?

Não.

Mas as crianças não possuem lobos frontais totalmente desenvolvidos, mas nós sim. Isso é fundamental e devemos lembrar disso.

Então, pais, educadores, prestadores de cuidados infantis, por favor, por causa dessas crianças, vamos usar nossos lobos frontais desenvolvidos e nossas habilidades de adultos para controlar nossas emoções; vamos ajudar amorosamente nossas crianças a aprenderem essas habilidades. Aproveite o tempo para validar os sentimentos das crianças e orientá-las quando tiverem suas explosões. Ensine-lhes que as emoções são saudáveis ​​e normais, e que existem múltiplas formas de expressar sua tristeza, raiva e frustrações.

Porque se você olhar para uma criança que se sente com o coração despedaçado e o seu primeiro impulso é deixar sua raiva e ironia caírem sobre ela, você é muito mais ridículo do que uma garota chorando por uma barrinha de cereais.

E você é o único que precisa aprender a lidar com o seu emocional. Não é a criança histérica.

FONTE: Scary Mommy

 

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