Depressão Infantil como identificar? – por Bruna Moreira

De Mãe para Mãe - Dicas dos especialistas - Psicologia14/12/17 By: Bruna Moreira
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Olá, meninas!

Em seu último post, a nossa querida colunista, Bruna Moreira, que é neuropsicóloga e escreve sobre saúde, bem estar e psicologia em seu site Neuro Equilíbrio, passou algumas dicas super bacanas para lidar com as birras dos dois anos.

Hoje, ela vai falar um pouco sobre um assunto mais do que importante: depressão infantil. Cada vez mais falamos sobre essa doença grave, que afeta adultos e crianças.

Confiram o post exclusivo feito pela Bruna para o Just Real Moms!

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Depressão é uma doença grave. Se não for tratada adequadamente, interfere no dia a dia das pessoas e compromete a qualidade de vida. Nos adultos, é mais fácil de ser diagnosticada. Com as crianças, é diferente, elas aceitam a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser.

Depressão Infantil como identificar? - por Bruna Moreira

 

Embora estejam sofrendo, não sabem que aqueles sintomas são resultado de uma doença e que podem ser aliviados. Calam-se, retraem-se e os pais, de modo geral, custam a dar conta de que o filho precisa de ajuda.

Os sinais mais significativos e mais frequentes na criança é a tristeza, irritabilidade, mau humor e a anedonia, que é a falta de prazer com as atividades habituais, como brincar, sair com os amigos, jogar videogame, ver TV etc.

Quais os sinais de uma criança com depressão?

A criança tem grande dificuldade para expressar que está deprimida. Primeiro, porque não sabe nomear as próprias emoções. Depende do adulto para dar o significado daquilo que se chama tristeza, ansiedade, angústia. Por isso, tende a somatizar o sofrimento e queixa-se de problemas físicos, porque é mais fácil explicar males concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional.

Alguns aspectos do comportamento infantil podem revelar que a depressão está instalada. Por natureza, a criança está sempre em atividade, explorando o ambiente, querendo descobrir coisas novas. Quando se sente insegura, retrai-se e o desejo de exploração do ambiente desaparece. Por isso, é preciso estar atento quando ela começa a ficar quieta, parada, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência, como o pai, a mãe ou o cuidador. Outro ponto importante a ser observado é a qualidade de sono que muda muito nos quadros depressivos.

O que se tem percebido nos últimos anos é que a depressão, na infância, caracteriza-se pela associação de vários sintomas que vão além da ansiedade de separação.

 

Ocorre principalmente no ambiente escolar onde a criança sente-se sozinha, sem a companhia de defesa, os pais. Portanto, a criança pode estar dando sinais de depressão quando a ansiedade de separação persiste e ela reclama o tempo todo de dores de cabeça ou de barriga, nunca demonstrando que está bem.

O Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais determina a necessidade de identificar pelo menos cinco destes sintomas, com durabilidade de duas semanas, para comprovação do quadro.

 

Fique atenta a esses sinais para saber quando levar seu filho para uma avaliação profissional.

  • Alteração de humor, com irritabilidade e / ou choro fácil
  • Ansiedade
  • Desinteresse em atividades sociais, como ir a escola, brincar com os amigos ou com brinquedos
  • Falta de atenção e queda no rendimento escolar
  • Distúrbios de sono, como dificuldade pra dormir ou ter sono o dia inteiro
  • Perda de energia física e mental
  • Reclamações por cansaço ou ficar sem energia
  • Sofrimento moral ou insatisfação consigo mesmo, sentimento de que nada do que faz está certo
  • Dores na barriga, na cabeça ou nas pernas
  • Sentimento de rejeição
  • Condutas antissociais e destrutivas
  • Distúrbios de peso, emagrecer ou engordar demais
  • Enurese e encoprese (xixi na cama e eliminação involuntária das fezes).

Essas são algumas dicas para que os pais fiquem alerta a esses comportamentos, lembrando que somente esses itens não concretizam um diagnóstico. Mas é o primeiro passo de identificação para que os pais procurem um profissional e iniciem o processo de terapia. As taxas de suicídio na vida adulta estão aumentando cada vez mais, e essas crianças de hoje serão os adultos do futuro. Vamos diminuir esse índice do futuro, desde já trabalhando essas crianças para serem adultos felizes e bem resolvidos.

 

Como é a avaliação psicológica da criança?

A criança nunca vai dizer que está deprimida. O profissional de Psicologia usa técnicas de ludoterapia para observar essa depressão de forma mais clara através dos desenhos e de testes. Portanto a avaliação psicológica é fundamental como forma complementar e de auxílio de diagnóstico.

É muito importante, tanto para o médico quanto para o psicólogo, procurar sempre conhecer a dinâmica familiar em toda a sua extensão no sentido de buscar a causa da depressão infantil na criança e a partir dela fazer uma intervenção direta. Em algumas situações os pais devem, também, ser orientados a uma terapia familiar.

Caso a depressão infantil não seja diagnosticada e tratada, a tendência é que a doença permaneça à espreita, acompanhando o paciente durante a adolescência e depois na vida adulta. Neste caso, o quadro pode assumir contornos diversos como isolamento, dificuldades de interação social, transtornos alimentares, abuso de drogas e ideações suicidas.

Vale lembrar que depressão é a doença do século e estudos mostram que ela vai aumentar significativamente, vamos começar a tratar as crianças no hoje, para que sejam adultos saudáveis.

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Bruna Suzana Moreira – Neuropsicologa infantil 

Telefone: (41) 3336-1205 / (41) 99229-2945

E-mail: [email protected] 

http://www.neuroequilibrio.com.br/ 

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