Como lidar com a culpa materna?

De Mãe para Mãe03/07/13 By: Juliana Freire
(8) Comentários

 

Oi, meninas! Tudo bem?

 

Aquela frase que diz “nasce uma mãe, nasce uma culpa” é muito verdadeira em meu ponto de vista. Eu me sinto a mãe mais culpada do mundo, acho que sempre estou em débito com meus filhos, mesmo passando a maior parte dos dias com eles! O fato é que buscamos ser a “mulher perfeita” em todos os aspectos da vida e isso nos faz ter ainda mais cobranças internas.

 

Encontrei um texto na Internet sobre esse assunto que me deixou mais tranquila, pois não estou “sozinha nesse barco”… Pude confirmar que várias mães sentem essa mesma culpa e que ela é muito comum na vida das mães modernas, mas podemos ficar atentas e aprender como evitá-la!

 

 

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Vejam só que texto interessante!

 

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Você se sente culpada em relação aos filhos? Saiba que não está sozinha. O sentimento é comum a todas as mães zelosas, mas é possível, sim, conviver com ele de forma saudável.

 

O nascimento do bebê desperta o instinto maternal e, com ele, vem a… culpa! Esse sentimento incômodo não deixa incólume nem as mulheres que se dedicam 24 horas aos seus rebentos. “Meu filho está muito apegado, será que sou presente demais?”, questionam. A coisa só piora quando elas têm de se dividir entre casa e trabalho. “Sou muito egoísta porque penso em carreira enquanto meu bebê precisa de mim”, punem-se. Se entram na equação lazer, hobbies e outros interesses pessoais, então, a coisa fica feia. E vem o exagero: “Sou uma péssima mãe porque deixo meu filho uma vez por mês com a avó para almoçar com minhas amigas.” O fato de esse mal-estar ser comum a todas as mulheres que têm filhos não significa, porém, que um esforço para controlar a culpa seja desnecessário ou em vão. Pelo contrário. É possível, sim, viver a maternidade de maneira mais tranquila. E um dos primeiros passos é identificar as origens de tanta culpa.

 

 

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A mais antiga delas vem do que os psicanalistas costumam chamar de “herança intergeracional”, ou seja, a ideia para lá de caduca de que mulheres nasceram para serem mães e cuidarem da casa, da família. Só isso. Uma bobagem tremenda, mas que persiste no subconsciente feminino. Em geral, é por causa dela que você se pega questionando se o emprego não está ocupando lugar demais em sua vida mesmo que tenha feito a opção de trabalhar meio período para poder se dedicar ao bebê. É essa noção de que as mulheres nasceram exclusivamente para a maternidade também que incomoda quando você decide deixar os filhos com a babá para sair com o maridão, ou quando resolve ler um livro em vez de arrumar o material escolar das crianças.

 

E não para por aí. “Outra grande fonte de culpa é uma fantasia onipotente, a ideia de que é possível dar conta de tudo e com perfeição”, afirma a especialista em psicopatologia do bebê, Maria Cecília Pereira da Silva, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Funciona mais ou menos assim: em 24 horas, você tem que ser sensível aos sinais de desamparo do seu filho, garantir que a empregada e a babá atendam a todos os seus comandos, manter o mesmo ritmo de produção no trabalho que tinha quando era solteira (ou ainda aumentar), estar linda e sexy, namorar, dormir oito horas e acordar animadona para correr na esteira. Ou: já que decidiu dar um tempo na carreira para cuidar da cria, vai ter que amamentar até os dois anos, no mínimo, cozinhar todas as refeições dos seus filhos com ingredientes orgânicos escolhidos a dedo por você mesma, construir brinquedos artesanais, contar histórias interessantíssimas que inventou, colocar o bebê para dormir todas as noites e por aí vai… “As mulheres estão adoecendo com suas expectativas de perfeição”, escreveu Karen Kleiman, fundadora e diretora executiva do Centro de Stress Pós-parto dos Estados Unidos no artigo Guilty, Mothernhood and the Pursuit of Perfection (Culpa, Maternidade e a Busca pela Perfeição, em português).

 

 

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Está claro que, na maioria dos casos, a culpa é parte de uma armadilha que criamos para nós mesmos. Mas tal sentimento também tem uma função benéfica. Ele serve de norte para nos ajudar a avaliar se estamos agindo da forma que julgamos correta. “A culpa é uma expressão de maturidade psíquica, emocional”, diz a psicanalista Belinda Mandelbaum, coordenadora do Laboratório de Estudos da Família do departamento de Psicologia Social e do Trabalho da USP. “Ela é sinal de que somos responsáveis por aquilo que fazemos com o outro.” Ou seja, a culpa faz parte da vida de quem zela pelos filhos. Uma atitude saudável, portanto, é usar o sentimento como um instrumento diário de aperfeiçoamento da vida em família. Ao menor sinal de culpa, pare, avalie a situação e deixe o instinto agir.

 

Fonte Supernanny

 

 

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8 Comentários:Como lidar com a culpa materna?
  1. Juliana

    Oi Ju, que texto legal! Quando a minha pequena Lara nasceu, eu absorvi demais esse sentimento de culpa e fui procurar a terapia para me sentir melhor e foi lá que a minha vida mudou quando a terapeuta me fez a seguinte pergunta: – Juliana, me diga como vc imagina a sua filha aos 28 anos de idade? Pediu para descrever os mínimos detalhes e a minha resposta dentre outras coisas foi: – Formada em algo que ela goste, trabalhando em uma profissão que lhe dê prazer, com um companheiro que a ame e a respeite, magra (rs, sim, eu disse isso!), com um bom grupo de amigos…
    Me surpreendi quando ela disse que eu tinha acabado de me descrever! Sou advogada de uma multinacional e super realizada com o que faço, malho pra me manter no peso ideal, continuo amiga das minhas amigas e tenho um marido que me faz muito feliz!!! A conclusão foi: Não preciso sentir culpa alguma, afinal, sou o que minha mãe gostaria que eu fosse e o que eu gostaria que minha filha fosse no futuro, independente de sermos mãe, não podemos deixar a nossa vida de lado, óbvio que a Lara é e sempre será a minha prioridade, mas se ela esta saudável e tranquila, que mal há em curtir um cinema com o maridão? Amo demais o blog! Beijos pra vocês.

    • Juliana

      Nossa JU, amei o que você escreveu! Eu nunca tinha pensado nisso! Outra coisa que eu sempre penso é que quero que meus filhos sintam orgulho de mim no futuro e certamente se abrirmos mão das nossas vidas para viver a deles, isso não vai acontecer! Muito obrigada pelo seu comentário! Adorei! Mil beijos

  2. Juliana

    Ju, muito bom o texto! Me sinto menos culpada agora hehehehe. Na verdade, acredito que todas as mamães devem se sentir assim, pois vários temas entram em pauta….mas como disse o texto é preciso dosar para termos uma direção de como estamos indo, ou não. Bjs

    • Juliana

      Oi Ju, acho que a culpa é um sentimento que a maioria das mães tem e esse tipo de texto nos traz um certo conforto, né? Beijos

  3. maria clara

    amei o texto! voltei ao trabalho aos 4 meses da minha bebe e morrendo de culpa! fico pra morrer quando paro e penso que a babá fica muito mais tempo com ela do que eu, que só chego a noite! por isso nos fds faço questão de não ter babá pra poder ficar com ela o tempo todo! acho que isso compensa um pouco. bjs

    • Juliana

      OI MAria Clara, Eu também MORRO de culpa! Mas de verdade acho mais importante a qualidade do tempo do que ficar o dia todo sem interagir. Mil beijos

  4. viviane

    Adorei a matéria! Tenho um bebê de 4 meses e me sinto muito culpada!… Tenho medo disso piorar ainda mais com o passar do tempo. Me sinto culpada qd ele chora, quando faço outras coisas q não seja cuidar dele! Me sinto culpada até qd o levo para passear! Sempre acho q está mt quente pra sair ou mt frio ou mt vento … mas lendo seu texto e os comentários de outras mães me sinto bem melhor!

  5. CRISTINA SACHS

    informações

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