Como as crianças encaram o divórcio dos pais, de acordo com a idade

Cuidados especiais - De Mãe para Mãe - Psicologia - Relacionamentos11/02/18 By: Renata Pires
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Olá!

Cada vez mais tenho recebido notícias de casais que se separam e que têm crianças pequenas. Tenho essa experiência na minha vida pessoal, pois meus pais se separaram quando eu tinha menos de 1 ano de idade, mas isso não me afetou em nada. Às vezes me pego pensando em como um dia eles podem ter sido casados, pois são totalmente diferentes um do outro, rsrs…

Enfim, esses dias li um artigo muito esclarecedor que citava como as crianças encaram o divórcio dos pais, de acordo com a idade. O divórcio é sempre um momento muito doloroso para a família toda, pois além de alterar toda a estrutura e rotina, também mexe com o relacionamento de toda a família (incluindo avós, cunhados, primos etc.). “É como enfrentar um processo de luto”, define a psicóloga e psicopedagoga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Viver Melhor em Família” (Mescla Editorial).

Quanto maior a convivência com os pais quando casados, mais a criança pode sofrer com a separação e reagir mal a ela. Isso não significa, porém, que os pequeninos fiquem imunes à angústia.

Seja qual for a idade, os filhos são afetados. Para tornar essa mudança menos aflitiva, veja como cada faixa etária absorve esse processo e o que você pode fazer para ajudar.

 

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Bebês (de 0 a 2 anos)

De acordo com a psicopedagoga clínica Cláudia Bianco Simone, de São Paulo (SP), quando muito novinha, a criança ainda está formando seus vínculos e começando a reconhecer seus pais. “Nesses casos, o processo de separação pode gerar uma dificuldade de formação de vínculo com aquele que não ficar com a guarda”, diz.

Para suprir essa defasagem é importante que justamente essa pessoa seja a mais presente possível na vida do filho, a fim de formar laços de confiança e amor. Ainda segundo Elizabeth, os bebês são capazes de captar a angústia da mãe e ficarem mais irritadiços. Carinho e paciência são fundamentais.

 

Primeira infância (de 3 a 5 anos)

Crianças nessa faixa etária costumam ficam confusas e não entendem direito a situação. Ficam tristes e às vezes tendem a achar que a culpa pode ser delas. Não são poucas as que apresentam mudanças de comportamento – algumas ficam mais obedientes, acreditando, assim, que o pai (ou a mãe) voltará; outras reagem de forma mais agressiva e rebelde.

“Há alguns comportamentos típicos de regressão, como voltar a fazer xixi na cama. Em outras circunstâncias, demonstram medo de tudo e passam a ter distúrbio do sono”, informa Cláudia.

Nessa fase é muito importante que os pais deixem claro que o amor pelos filhos é enorme e vai continuar igual. “Devem explicar que sempre serão pais deles, embora não formem mais um casal”, completa Elizabeth, que diz ainda que o medo do abandono é bem incisivo na primeira infância.

 

Idade escolar (de 7 a 9 anos)

As crianças podem se sentir inseguras ao notarem a mudança na sua rotina diária com os pais. Algumas sofrem dificuldades em se adaptar ao processo de ficar na casa da mãe em alguns dias da semana e na do pai, em outros.

É comum ficarem confusas quando pensam em como serão as datas especiais – aniversário, Natal, Ano Novo – dali em diante e terem uma queda em seu rendimento escolar. Por isso, é bom dar tempo ao tempo e não acelerar as coisas. Com a adaptação, elas ficam mais seguras e há chance de tudo correr bem novamente.

Detalhe importante: que os pais mantenham os acordos sobre regras e horários a serem cumpridos nas duas casas, para o bem do filho. “O ex-casal precisa garantir que vai estar sempre presente na vida da criança e buscar se tratar sempre com respeito. Conservar a amizade, se possível, faz um bem enorme aos filhos”, orienta Elizabeth.

 

Pré-adolescência (entre 9 e 12 anos)

É uma fase de transição, segundo Ana Paula Magosso Cavaggioni, psicóloga da Clia Psicologia e Educação, na capital paulista. De acordo com ela, nesse período a criança oscila entre uma postura infantil e outra mais madura.

O enfrentamento começa a se tornar mais perceptível, como forma de garantir a formação de sua personalidade, então é comum haver conflitos, birras, agressividade.

“Os pais podem ajudar mantendo sempre um canal aberto de comunicação com o filho, deixando claras as regras”, avisa Ana Paula.

Algumas crianças alimentam fantasias de reconciliar os pais, por isso é importante esclarecer tudo e não dar corda para evitar sofrimentos desnecessários. Outras podem somatizar a questão em dores de cabeça, estômago, barriga etc.

 

Adolescência (a partir dos 12 anos)

“Embora mais conscientes sobre o que se passa em casa, os adolescentes podem sentir falta dos pais na formação da identidade, apresentar dificuldade em aceitar a situação imposta, questionar a autoridade e, como consequência, apresentar uma rebeldia excessiva, dificuldade em aceitar regras e limites, problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar”, lista Cláudia.

É fundamental que os pais demonstrem seu amor e tenham bastante (mesmo!) paciência, pois o filho, muitas vezes por raiva, vai evitar ir à casa daquele que não ficou com a guarda, alegando que não tem culpa pela situação. Firmeza, afeto e compreensão são peças-chave para atravessar esse momento difícil.

 

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Fonte: Disney Babble

 

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