O que precisamos saber sobre aborto espontâneo

De Mãe para Mãe - Fases - Gravidez - Psicologia - Saúde da Criança - Somos todas iguais30/04/17 By: Juliana Freire
(4) Comentários

aborto espontaneo

Oi, meninas!

Tudo bem?

Hoje vou falar de um assunto bem delicado que nunca abordamos aqui no blog: aborto espontâneo.

O aborto espontâneo é muito mais comum do que imaginamos, e não deixa de ser uma experiência dolorosa para as mulheres que passam por isso. Tenho várias amigas que já sofreram aborto espontâneo, e pude acompanhar o quão doloroso é esse processo, independentemente da fase da gravidez.

Cerca de 15% das primeiras gestações não se desenvolvem até o final, e os motivos podem ser diversos.

Fiz uma pesquisa e montei para o post de hoje algumas respostas das perguntas mais frequentes sobre esse assunto.

 

aborto espontaneo

 

Os abortos espontâneos são comuns?

Sim, são muito mais comuns do que imaginamos, principalmente nas primeiras 24 semanas de gestação. As estatísticas nos dizem que entre 15% e 20% das gestações acabam terminando com o aborto espontâneo. Além disso, até 50% dos óvulos fertilizados são perdidos no início da gravidez, segundo estudos. Acontece também que, muitas vezes, mulheres que nem sabiam que estavam grávidas acabam sofrendo com esse problema.

O mais comum é que o aborto espontâneo ocorra antes das 13 primeiras semanas de gestação, o que é o caso de 80% das ocorrências. Raramente a perda acontece bem mais tarde.

 

Por que tanto se fala que o primeiro trimestre de gestação é o período mais crítico?

Porque a maioria dos abortos ocorre no primeiro trimestre. Há dois tipos de aborto: o precoce (até 12 semanas) e o tardio (entre 12 e 20 semanas de gestação). O precoce é o mais comum, pois ocorre quando o corpo rejeita o embrião que tem problemas de formação. O aborto tardio geralmente ocorre como resultado de algum acidente ou alteração nos hormônios.

 

O que provoca um aborto espontâneo?

Não é fácil dizer com certeza porque o aborto precoce acontece, mas o mais provável é que ele ocorra porque o feto está mal formado e com seu desenvolvimento comprometido. Isso pode acontecer quando há alguma anormalidade cromossômica.

 

Durante a gestação, todo o sangramento é preocupante?

A implantação embrionária pode causar sangramentos até a quinta semana de gestação, que pode durar até dois dias, o que no caso é considerado comum. Entretanto, em caso de qualquer sangramento, consulte seu médico, que avaliará o quadro para poder dizer se existe ou não algum problema.

 

Como saber se estou sofrendo um aborto espontâneo?

O aborto pode acontecer sem que a mulher perceba, mas os sinais mais claros são cólicas que parecem menstruais e sangramento que pode vir com coágulos. Quando mulheres que sofrem aborto espontâneo não sabiam que estavam grávidas, pode apenas parecer que a menstruação atrasou. Podem ser feitos exames de urina e sangue para a gravidez e os resultados chegam a dar positivo, mas o embrião não se implanta no útero.

Para ter certeza de que houve aborto, é feito exame de ultrassom. O embrião aparece sem movimentos e batimentos cardíacos, que é o caso de aborto retido, quando o feto continua na barriga da mãe. Se nada aparece na imagem, é porque o embrião já foi eliminado do corpo da mulher.

 

Tive um sangramento leve e quero saber se é sinal de problema.

Como é normal que saia um pouco de sangue depois de urinar no início da gravidez, isso não quer dizer que a mãe tenha sua gestação interrompida. Agora, caso a mulher sangre em outras ocasiões, ajuda médica deve ser solicitada. Esse sangramento não quer necessariamente dizer que houve aborto, mas independente da quantidade você deve consultar seu médico. Ele poderá dizer se existe a possibilidade de uma gravidez ectópica, que pode ser perigosa para a gestante. Para isso, será solicitado um exame de ultrassom.

 

É possível diminuir riscos e evitar um aborto espontâneo?

O médico pode sugerir repouso nos primeiros meses de gestação caso a mulher já tenha sofrido aborto espontâneo.

Caso o diagnóstico seja insuficiência do colo, que é um problema no colo uterino, ela pode realizar um procedimento conhecido como cerclagem. Com a cerclagem, será feita uma sutura na região para que ela fique fechada até o nascimento do bebê.

 

Depois de passar por um aborto, quanto tempo a mulher precisa esperar para tentar engravidar novamente?

Isso depende se a mulher teve que passar pela curetagem. Se a gestação foi eliminada sem o procedimento, é só esperar até a próxima menstruação, e já no próximo ciclo ela pode tentar engravidar. Se a curetagem ou outra cirurgia foi necessária, a indicação é que espere pelo menos três meses, para que o corpo possa voltar ao normal.

 

Saindo da dificuldade 

O aborto espontâneo é uma experiência muito difícil e delicada, mas existem algumas dicas que podem ajudar a superar tal acontecimento.

– O luto é extremamente comum, permita-se sofrer por essa perda.

– Se não for solteira, é de extrema importância que seu parceiro passe por essa experiência com você. Mesmo se o homem não expressar suas emoções como a mulher, é importante que os dois continuem juntos e conversem sobre o assunto, o silêncio não é a saída. Dividindo seus sentimentos, os dois poderão superar esse capítulo com mais facilidade e seguir em frente.

– O aborto espontâneo não é uma experiência fácil, portanto, é melhor se a mulher tirar uma folga do trabalho, mesmo se não existirem reflexos físicos do aborto. Ter um tempo para si, sem a correria do dia a dia, é muito importante para processar o acontecido e superar a perda.

– Se tiver outros filhos, explique que eles não têm culpa alguma do que aconteceu. Tranquilize as crianças, passe tempo com elas e dê carinho.

– Você não está sozinha! O aborto espontâneo é comum e acontece com muitas mulheres. Procure conversar com aquelas que já passaram por isso, pois elas entendem seu luto. Compartilhar experiências pode ser saudável e ajudar na sua recuperação.

– Não tenha medo de pedir ajuda. Terapia coletiva em um grupo de apoio pode ser muito interessante. Caso isso não ajude ou a tristeza persistir por muito tempo, não hesite em procurar ajuda médica ou psicológica, isso somente poderá lhe fazer bem.

Meninas, lembrem-se de que não estão sozinhas. Espero que com esse post possamos ter ajudado vocês a compreenderem melhor sobre o que é o aborto espontâneo.

 

Fonte: Baby Center, Mdemulher, Disney Babble

 

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4 Comentários:O que precisamos saber sobre aborto espontâneo
  1. Talita

    Muito bem escrito esse post. Passei por essa experiência de aborto há 2 meses e realmente é bem difícil, mesmo sabendo que é muito comum a gente nunca espera que aconteça conosco. Por sorte, já engravidei novamente no ciclo seguinte. Coragem e boa sorte para todas que estão passando por esse período de luto.

  2. Ana

    Passei por essa terrível experiência por três vezes, e hoje eu tenho minha princesa com 1 ano e três meses. No meu caso, fiz tratamento com o Dr. Ricardo Barini, um anjo em minha vida. Nem sei dizer o quanto sofri a cada aborto, mas o importante é não desistir do sonho de ser mãe!

  3. Carol

    Olá!
    Eu sofri 3 abortos espontâneos e os médicos diziam que era “normal”. Somente depois que sofri um aborto após já ter sido mãe é que me encaminharam para um GENETICISTA! Descobri que eu poderia ter evitado os dois últimos se tivesse procurado tratamento antes!
    Então aconselho a todas que sofrerem UM aborto espontâneo e querem engravidar: procurem um especialista! Muito sofrimento será poupado!
    Bjs Carol

  4. Maternidade Sem Censura

    Excelente texto, muito completo! Conhecemos bem essa triste experiência e compartilhamos nesse post http://www.maternidadesemcensura.com.br/aborto-espontaneo/

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